LABIRINTOS DO FASCISMO

Considerações sobre a edição brasileira do livro de João Bernardo

Há livros sobre o fascismo que pretendem encerrar a questão com uma definição limpa e um catálogo de regimes. Labirintos do fascismo pertence à espécie oposta: é uma obra que assume, desde a primeira linha, ser interminável por vocação (p. 7), construída como um mosaico ensaístico (p. 7) que avança por digressões, retornos e passagens laterais – a metáfora do labirinto não é ornamento, mas método.

João Bernardo – historiador e ensaísta português que lecionou no Brasil na Unicamp e na PUC-SP, entre outras instituições – é um dos nomes mais heterodoxos do marxismo contemporâneo, e constrói aqui uma das interpretações mais originais e incômodas do tema em língua portuguesa; incômodo transversal a todo o espectro político e deliberado: “não escrevo para conforto do leitor, nem meu” (p. 9).

O ponto de partida é uma recusa dupla: rejeitam-se a mera história factual – o leitor deve conhecer os fatos em traços largos – e as molduras consagradas, liberais ou marxistas ortodoxas. O que move o autor é a convicção de que o tema permanece aberto: o fascismo permanece em suspenso – a derrota militar não o esgotou política nem ideologicamente (p. 8).

Essa premissa comanda a arquitetura das seis partes da obra – que, coerente com seu objeto, continuou crescendo. À versão aqui analisada seguiram-se uma terceira edição (2018) e a edição brasileira da Hedra (2022), cujos seis volumes espelham as seis partes da obra.

A teia dos fascismos

A tese central cabe na síntese de três palavras formulada pelo autor a propósito de um desafio lançado por um aluno na Unicamp, em 1994: o fascismo é “a revolta no interior da coesão” (p. 13) – ou, na definição que encerra o segundo capítulo, uma revolta que deixou intacta a coesão social (p. 70).

A força dessa chave de leitura está em levar a sério, em vez de descartar como mera propaganda, o paradoxo cultivado pelos próprios fascistas: Hitler apresentando-se como “o revolucionário mais conservador do mundo” (p. 13); Mussolini proclamando, em 1921, que os fascistas podiam dar-se ao luxo de acumular todos os rótulos opostos do espectro, da aristocracia à democracia e da reação à revolução (p. 14); e Salazar advertindo que a ordem precisava fazer sua própria revolução para conjurar a que outros fatalmente fariam na desordem (p. 14).

O oxímoro “revolução conservadora” não era confusão ideológica, mas o núcleo do fenômeno. Daí uma das sínteses mais afiadas do livro: “O fascismo mobilizou os trabalhadores para efetuar uma revolução capitalista contra a burguesia ou, talvez mais exatamente, apesar da burguesia” (p. 14).

Segue-se uma tese decisiva e corrosiva para certa vulgata de esquerda: o fascismo não foi o último recurso do grande capital contra um proletariado vitorioso, mas ascendeu somente após a desagregação interna do movimento operário. João Bernardo recupera a advertência isolada de Clara Zetkin no Komintern, em 1923 – para quem o fascismo vingou, antes de tudo, pela incapacidade do proletariado de levar adiante a própria revolução (p. 25) – e a análise tardia de Leon Trotsky para demonstrar que em nenhum caso os fascistas venceram trabalhadores em pleno ascenso revolucionário.

O instrumento conceitual mais fecundo da obra é a topografia dos “dois eixos”. Contra as definições por listas de atributos (violência, corporativismo, culto ao chefe – traços partilhados por regimes não fascistas), cada experiência é compreendida como configuração de quatro polos institucionais. De um lado, o eixo radical ou endógeno – partido, milícias, sindicatos fascistas –, que encarna a revolta e a mobilização de massas; de outro, o eixo conservador ou exógeno – Forças Armadas e Igrejas –, que sustenta a coesão.

Apoiando-se na observação de Maruyama Masao de que, no fascismo, partido e exército operavam como duplos não oficiais um do outro (p. 69), João Bernardo demonstra que nenhum fascismo dispensou essa conjugação: era exatamente do choque entre forças opostas que o movimento extraía sua energia (p. 62).

O modelo é testado em um tour de force comparativo por onze casos – Itália, República Social Italiana, Portugal, Alemanha, Espanha, Bélgica, Romênia, Áustria, Japão, França e Argentina –, no qual as variantes deixam de ser anomalias e passam a combinações previstas pela gramática do fenômeno. Portugal surge como um fascismo nascido do eixo conservador que reduziu ambos os polos ao mínimo; o Japão, como a hegemonia do conservador sobre o radical; e a França, como a impossibilidade crônica de articulá-los.

A seção fecha com as condições históricas (a “trincheirocracia” herdada da Grande Guerra, p. 251) e um balanço das correntes historiográficas, que Bernardo arremata: “A crítica do fascismo requer uma crítica do capitalismo e uma autocrítica do movimento operário” (p. 258) – resgatando, com gosto pela ironia trágica, a máxima de Maria-Antonietta Macciocchi de que a verdadeira história do fascismo – a que ninguém escreve – é a dos erros do antifascismo (p. 258).

Uma política sem economia?

Aqui, João Bernardo mobiliza sua teoria social própria: a distinção, no interior das classes dominantes, entre a burguesia – que dirige individualmente o processo de trabalho e se apropria da mais-valia por meio do direito de propriedade – e a classe dos gestores, que dirige coletivamente os processos de trabalho e cuja apropriação da mais-valia decorre do status conquistado por cooptação (p. 16).

O fascismo desponta como momento decisivo da hegemonia política dessa tecnocracia gerencial, que salvou a burguesia de si mesma. Após examinar o financiamento dos partidos fascistas – e o equívoco dos capitalistas que julgavam ter comprado Mussolini ou Doriot –, o autor percorre Itália, Alemanha, Espanha, Portugal e a França de Vichy como laboratórios de economia dirigida, culminando na análise do papel ambíguo do Banco de Pagamentos Internacionais.

O ápice da seção é a leitura do nacional-socialismo como um “metacapitalismo”. João Bernardo reconstrói a genealogia da distinção entre o capital “produtivo” e o capital “especulativo” – recuando de Gottfried Feder para mostrar como essa cisão idealista circulava como lugar-comum de época (p. 412) – e demonstra como Hitler, após aderir a ela em Mein Kampf, esvaziou as propostas econômicas do partido, convertendo-as em dogmas inócuos e substituindo-as pela pauta racial (p. 418 e ss.): o antissemitismo como transposição delirante de uma crítica truncada da economia política, o “capital especulativo” fetichizado e racializado na figura do judeu.

Convergências entre a direita radical e a esquerda social

É a seção que mais fará ranger dentes à esquerda. João Bernardo documenta exaustivamente: a transposição da luta de classes para a luta de nações já em passagens de Marx e Engels; o colonialismo assumido no seio da Segunda Internacional; o encontro de Corradini com os sindicalistas revolucionários em torno do mito da “nação proletária”; e a convergência de Sorel e seus discípulos com a extrema-direita na hostilidade comum à democracia burguesa.

Reconstrói-se o percurso de Mussolini – por ele definido como “o mais improvável dos fascistas” –, o fenômeno do nacional-bolchevismo alemão e russo, as relações secretas entre a Reichswehr e o Exército Vermelho, e o itinerário de Henri de Man, do planejamento socialista belga à colaboração com o ocupante. Destaca-se ainda um capítulo perturbador sobre a “tripla guerra civil” espanhola e as zonas de contágio entre anarquistas e falangistas antes e após 1939.

O procedimento é o anunciado na introdução: fazer uma “arqueologia do saber” escavando o rodapé das páginas e suas notas (p. 9), exumando o que a historiografia militante preferiu silenciar. Pode-se discutir a ênfase; contestar a maciça base documental, dificilmente.

Racismo

João Bernardo traça a linhagem do racismo nacional-socialista recuando à conversão romântica das línguas em etnias, passando pelo darwinismo social e pela eugenia, até estruturar o extermínio a partir de uma “dialéctica das três raças” (a raça de senhores, os sub-homens e a anti-raça). Dois capítulos destacam-se pela audácia analítica: aquele que examina o “fascismo filo-semita” italiano e ibérico – desvelando os laços ambíguos entre certas correntes sionistas e os regimes fascistas – e o dedicado ao “racismo democrático”.

Neste último, o autor mapeia a geopolítica do Manifest Destiny, a segregação racial norte-americana em pleno esforço de guerra, o antissemitismo velado dos Aliados, o massacre de populações civis por bombardeios aéreos e a fome de Bengala. Ao recusar que as democracias ocidentais refaçam “uma virgindade” histórica (p. 267), João Bernardo documenta, numa das passagens mais contundentes da obra, como o genocídio dos ciganos foi ignorado em Nuremberg e marginalizado nas indenizações do pós-guerra (p. 971).

Estética

O fascismo “foi uma estética por necessidade”: todo movimento que pretende situar-se acima das classes e conciliá-las precisa de uma mística simbólica. Bernardo abre a seção com uma admirável leitura de La Liberté guidant le peuple, de Delacroix (p. 1108), chave para percorrer o futurismo, a iconografia de D’Annunzio, a política-como-arte de Hitler e Goebbels, e a liturgia do culto à morte – do sublime de Edmund Burke e dos jardins ingleses à apologia das ruínas, do “¡Viva la muerte!” espanhol à máxima da Guarda de Ferro romena: nada na vida superaria a beleza da morte (p. 1206). É a materialização da fórmula que o autor condensara na introdução: “O fascismo foi sempre um exercício de travestissement numa estética de trompe l’oeil” (p. 10).

Metamorfoses do fascismo

A última parte acompanha o fascismo em suas sobrevidas. Primeiro, a “existência larvar” do fascismo sem nome, exemplificada por colaboracionistas franceses reciclados na resistência antifascista e depois volatilizados pela historiografia.

Segundo, entre as contribuições mais originais, a transmutação do fascismo em “terceiro-mundismo”: um arco que conecta a “nação proletária” de Corradini ao imperialismo “anticolonialista” japonês (que gestou na Birmânia, na Indochina e nas Índias Orientais holandesas as instituições das futuras independências) e a figuras como Marcus Garvey e Subhas Chandra Bose, cujo destino demonstraria que toda síntese de comunismo com fascismo desemboca em mais fascismo (p. 1293).

O capítulo final, “O fascismo pós-fascista”, é onde a aposta interpretativa do autor se joga por inteiro. João Bernardo investiga o que restou dos quatro polos institucionais na era da transnacionalização do capital. As Forças Armadas converteram-se em aparelhos burocráticos de Estado, acumulando exemplos estarrecedores de experimentos químicos e nucleares conduzidos por militares norte-americanos sobre populações civis mantidas na ignorância (pp. 1336-1337) – sugerindo que o método fascista foi integrado, “sem o nome”, ao funcionamento das instituições bélicas modernas.

As Igrejas metamorfosearam-se em fundamentalismos transnacionais (cristão, islâmico, hinduísta) que implodem a separação entre religião e Estado e apoiam-se em milícias que igualam, quando não excedem, as fascistas de outrora (p. 1338). O partido de massas foi absorvido pela política-espetáculo mediática, capaz de fanatizar multidões fisicamente atomizadas — e Speer declarara em Nuremberg que o hitlerismo inaugurara as ditaduras do Estado industrial na era da técnica (p. 1340), deixando implícito o que as tecnologias de controle algorítmico tornaram possível.

Os sindicatos, por fim, transfiguraram-se em um “capitalismo sindical” (p. 1343) – entidades empresariais integradas à engrenagem, um corporativismo informal.

A seção subsequente lança a provocação central: “Serão o pós-modernismo e o multiculturalismo um fascismo do nosso tempo?”. Enquanto o reacionarismo de entreguerras confessava-se antimoderno, a extrema-direita contemporânea, despida de formas pré-capitalistas para defender, assume uma roupagem pós-moderna.

João Bernardo identifica aqui um “fascismo de contrabando, viajando incógnito” (p. 1346) e formula uma acusação frontal: os temas geradores do fascismo – o primado da política sobre a economia, a dissolução da categoria de exploração em uma noção difusa de poder e a conversão da etnia em postulado ideológico – teriam ressurgido como senso comum no que hoje se autodefine como esquerda, uma corrente cujos expoentes “confundem novidade com amnésia” (p. 1346).

A defesa multiculturalista opera como matriz do identitarismo: mimetizando o nacionalismo sob o pretexto de salvaguardar identidades, fragmenta a solidariedade de classe em guetos irreconciliáveis; e a denúncia da finança internacional com absolvição do capital produtivo “nacional” espelha as fórmulas de Mosley e Szálasi: “O Occupy é em Wall Street e não no Silicon Valley” (p. 1349).

O livro culmina em sua cartada mais controversa: a ecologia como a candidata preferencial ao fascismo do nosso tempo, articulada em três níveis. O primeiro é genealógico, ligando o romantismo alemão e Ernst Haeckel às políticas de “Sangue e Solo” do Terceiro Reich. O segundo é de classe: a ecologia opera como um movimento de massas alheio à contradição fundamental da exploração, tratando a economia como uma unidade homogênea que abafa os antagonismos entre patrões e operários.

Há aqui um silenciamento materialista: o ambientalismo hegemônico ignora que a degradação ambiental começa, historicamente, no interior do local de trabalho – o chão de fábrica é o primeiro ecossistema exaurido, e a violência contra os recursos naturais é a exteriorização da lógica que consome e adoece o corpo do trabalhador – tese que João Bernardo desenvolve no Manifesto Anti-Ecológico (1979) e na série Contra a Ecologia (2013), remetidos em nota (p. 1397).

Daí o fato de as corporações transnacionais, que lucram tanto poluindo quanto vendendo tecnologias de despoluição, a terem capturado e encaminhado no rumo dos próprios interesses (p. 1397).

O terceiro nível é social: João Bernardo demonstra que o decrescimento é, na prática, um programa de austeridade contra a força de trabalho. Se a pressão do consumo sobre os recursos deve ser estancada, frear os salários torna-se consequência imediata dos limites impostos ao crescimento (p. 1389), traduzindo-se em salário real confiscado e congelamento do nível de vida. Na “nave-planeta” tutelada por tecnocratas e xamãs verdes, cumpre-se a exata função integradora do fascismo histórico.

O livro encerra-se com uma sentença sombria: “O fascismo perdeu militarmente a guerra mas ganhou-a politicamente” (p. 1398), elegendo a ecologia, convertida em “moral dominante” (p. 1398), como o veículo perfeito para este fascismo sem nome.

Conclusão

Os méritos da obra são monumentais. Primeiro, erudição: amparado em milhares de notas e em uma bibliografia poliglota, o autor demonstra um domínio raro das fontes primárias – censurando com evidente razão a historiografia que analisa o fascismo sem ler o que os próprios fascistas escreveram (p. 8). Segundo, a topografia dos dois eixos resolve elegantemente o clássico impasse entre unidade e diversidade dos fascismos, merecendo maior circulação conceitual.

Terceiro, sobressai a coragem intelectual de perscrutar as zonas de contato entre o fascismo e o movimento operário sem ceder um milímetro ao revisionismo de direita. Ao contrário de Ernst Nolte ou Zeev Sternhell, João Bernardo opera essa arqueologia sob uma perspectiva anticapitalista radical, tornando o diagnóstico mais fecundo — e mais desconfortável — para a esquerda.

A aparente elasticidade do conceito é, na verdade, a sua maior força explicativa. Ao abarcar sob a mesma matriz o salazarismo, o Japão imperial, o peronismo e variadas experiências coloniais, o modelo de Bernardo não dilui o fascismo; pelo contrário, ele demonstra a sofisticação de sua gramática ao decifrar as engrenagens profundas da autocracia capitalista do século XX, desmascarando suas variantes como combinações previstas pela mesma lógica de controle.

Essa precisão metodológica atinge o seu ápice no capítulo final, cuja atualidade antecipatória é incontestável. Não há endosso ao negacionismo, pois os desequilíbrios entre sociedade e natureza são problemas técnicos e sociais reais, historicamente recompostos em outro plano (p. 1395), e não dívidas morais contraídas face a uma Mãe Terra vingativa. Seu alvo cirúrgico é a ideologia burguesa: o postulado a-histórico do equilíbrio natural primordial, o catastrofismo como pedagogia do pânico e a função rigorosamente interclassista de um movimento estruturalmente alheio à exploração – diagnóstico que o capitalismo verde, o mercado de carbono e o “patriotismo planetário” das cúpulas climáticas apenas ratificaram.

É precisamente aqui que a crítica de João Bernardo ganha sua contrapartida materialista mais robusta, ancorada em uma sólida trajetória teórica: a tese de que a degradação ambiental começa, impreterivelmente, pela degradação do ambiente de trabalho. O chão de fábrica é o primeiro ecossistema exaurido pela sanha do capital, sendo os operários as primeiras vítimas da insalubridade. Logo, qualquer combate consequente à devastação do meio exterior é indissociável da luta contra a extração de mais-valia, e nunca seu substituto.

A intransigência metodológica do autor nesse ponto, longe de ser um excesso, revelou-se um diagnóstico preciso e profético. Ao decretar que toda ecologia, mesmo a de extração esquerdista ou disfarçada sob o verniz do “ecossocialismo”, está irremediavelmente condenada a funcionar como anteparo do fascismo (p. 1396), João Bernardo recusa qualquer concessão conciliatória.

A história recente confirmou sua tese: as tentativas da esquerda de disputar a pauta ambiental não alteraram a função política profunda do movimento. Pelo contrário, o ecossocialismo terminou por capitanear a adesão moral dos trabalhadores a programas de austeridade material e contenção de consumo, mascarando o fato de que a conta do colapso é cobrada via salário real confiscado.

O registro sarcástico dessas páginas e o recurso a dados de Bjørn Lomborg não devem, portanto, ser confundidos com negacionismo científico; trata-se de um ataque demolidor à religião do apocalipse, uma recusa em aceitar que o pânico ecológico seja utilizado pela tecnocracia gerencial para desarmar o antagonismo de classe no local de trabalho.

Concluída em 2015 – ano da edição aqui resenhada –, a obra não pôde confrontar-se diretamente com a vaga de extrema direita da década seguinte. Essa dinâmica, contudo, confirma a topografia dos dois eixos: carecendo da articulação entre o polo radical e o conservador, a atual extrema-direita revela-se um fenômeno de outra ordem, não constituindo um fascismo em sentido estrito. A história em movimento, porém, deslocou a aposta final sobre onde rastrear as mutações totalitárias do nosso tempo, hoje na intersecção entre o identitarismo, as fronteiras nacionais e as franjas assumidamente ecofascistas.

Nada disso diminui o essencial: Labirintos do fascismo é um monumento de história-problema, vazado numa prosa densa e frequentemente belíssima, que cumpre a promessa da introdução: no lugar de encerrar questões, multiplicá-las em dúvidas maiores (p. 10). Leitura exigente, por vezes exasperante, mas indispensável para quem insiste em pensar o fascismo como problema vivo, e não como epitáfio.

MARCELO PHINTENER ” BLOG A TERRA É REDONDA” ( BRASIL)

*Marcelo Phintener é analista de dados e doutorando em filosofia na PUC-SP.

Referência


João Bernardo. Labirintos do fascismo. São Paulo, Hedra, 2022, 6 volumes, 2022. [https://link.amazon/B0eq7Zdg4]

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