
No private equity tradicional, o fundo compra o controle da empresa. O growth equity fica entre o venture capital e o private equity.
O último baluarte da mídia brasileira – o futebol – começou a cair com o CazéTV, que de Cazé tem apenas o nome.

A primeira investida foi nos anos 90, quando o texano Thomas O. Nick, empresário e investidor em Dallas, decidiu se aventurar pelo Brasil. O fundo Hicks, Muse, Tate & Furst – HMTF, comando por Hicks, entrou agressivamente no mercado brasileiro de futebol e mídia. Comprou participação na empresa de marketing esportivo Traffic, firmou parceria com Corinthians e Cruzeiro, tentou disputar as transmissões do futebol brasileiro e criou a Panamerican Sports Network, a PSN.
A estratégia seria a criação de um canal de futebol por assinatura; a parceria com a Globosat para distribuição e produção do canal; e a utilização dos direitos de transmissão dos clubes do Clube dos 13, como principal ativo do empreendimento.Play Video
Acabou falhando porque o Corinthians demorou a aderir ao contrato coletivo de televisão.
Na época, o texano percebeu o mercado que se abria com a TV por assinatura.
Depois disso, houve algumas tentativas da TV Record de adquirir direitos de transmissão, mas que sempre esbarravam no controle político da Globo sobre a CBF.
Agora, chega-se ao desenlace final do controle televisivo brasileiro sobre o futebol com a CazéTV.
O controle do capital é da LiveMode, empresa brasileira de mídia esportiva fundada por Edgar Diniz e Sérgio Lopes (criadores do Esporte Interativo em 2007). Seus investidores são o XP Private Equity II FIP (brasileiro, estruturado pela XP) e a General Atlantic (fundo americano de atuação global).
A General Atlantic (GA) é uma das maiores gestoras globais de private equity e growth equity, administrando cerca de US$ 100 bilhões em ativos e sendo investidora de empresas como Airbnb, ByteDance (TikTok), Uber, Alibaba, XP, QuintoAndar e outras.
No private equity tradicional, o fundo normalmente compra o controle da empresa. O growth equity fica entre o venture capital e o private equity.
Ela não é alvo de acusações sistêmicas de fraude ou corrupção comparáveis às que atingiram algumas outras gestoras. Entretanto, há controvérsias e críticas recorrentes em torno de alguns investimentos e práticas. Como o fato de adquirir empresas concorrentes que atuam no mesmo setor.
No Brasil, a General Atlantic construiu posições importantes em empresas como a XP, Arco Educação, QuintoAndar, Neon, Locaweb, Acesso Digital e Softplan.
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LUIS NASSIF ” JORNAL GGN” ( BRASIL)