
A reeleição de Trump expande um neofascismo cosmopolita que, nas redes, transforma cada indivíduo em célula de propaganda e cada algoritmo privado em infraestrutura de controle estatal
A reeleição de Donald Trump em 2024 mudou a escala e a produtividade do neofascismo mundial. Ele simplesmente partiu para a ação de restrição de direitos nos EUA – que hoje está censurado e busca censurar o mundo – e para a guerra, de EUA cercando a China, invadindo Venezuela e atacando o Irã, de Israel dizimando Gaza e sua população, da Rússia invadindo a Ucrânia.
Como sabemos, e tudo no tempo é muito explícito e documentado dia a dia, do ponto de vista do novo Império de coerção e agressão norteamericano o Brasil deve se submeter. Trata-se de quebrar o multilateralismo do livre comércio, que posicionou melhor o Brasil no mundo nos anos 2000, e que, em conjunto com ações de transferência de renda e valorização dos salários, mudou o patamar de integração dos pobres na ideia de uma sociedade de consumo universal, nos primeiros governos Lula.
O descendente cubano, anticomunista de Miami, Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, indicado como vice-rei para a incorporação econômica da América Latina, prepara em fogo alto todo tipo de intervenção possível nas eleições brasileiras visando a nos impingir um definitivo bolsonarismo 2.0. Sabemos o que ele significa, caso o plano, costurado e vindo diretamente dos EUA, dê certo: destruição acelerada de contratos e compromissos sociais, a começar pelas Universidades públicas brasileiras, ataque à direitos civis garantidos, liberação do crime policial generalizado, privatização de Petrobras e Banco do Brasil, política fiscal de choque, reorganização institucional autoritária e possivelmente um outro golpe. Os ganhos históricos difíceis de algum lugar para a pobreza brasileira em alguma sociedade de compromisso regrediriam espetacularmente.
A abertura e a globalização dos mercados de 1990 e 2000, que nos tornou a todos sujeitos da ordem de consumo mundial, que realizamos o fluxo mundial das mercadorias e suas imagens como cultura comum, liberal ou neoliberal, se torna agora, com o avanço da integração e manipulação multiplicada nas redes, a globalização do fascismo. Núcleos intensos de intervenção internos e externos aos países são produzidos, como modo limite de manter a gestão, pela liberação da violência, do capitalismo em estado de crise generalizada.
Aquela marca periférica brasileira do descompasso e do desvio da norma que era outra, os transes e as vertigens do subdesenvolvimento simultâneo da modernização conservadora, se tornou agora mundial. Literalmente a Terra está em transe.
Propaganda fascista e tecnologia das redes
A mudança técnica do tempo, rede de computadores mundiais (World Wide Web), celulares computadores pessoais conectados à rede, facilitação de ocupação do espaço público de massas, permitiu de fato a reorganização contemporânea do fascismo, em escalas nacionais e em articulações mundiais.
O fascismo, xenófobo, racista, sexista, violento e tradicionalista, se tornou cosmopolita de modo novo, tendo em cada célula individual, cada mônada da fragmentação mundial neoliberal da política – liquidação da consciência de classe do trabalho – um propagandista, um produtor e um propagador. Tudo isso só pode ocorrer a partir dos anos 2010 – o primeiro robô bolsonarista nas redes é de 2011… – uma vez que o celular inteligente, ligado permanentemente à internet, surgiu no ano de 2007.
No Brasil organizaram-se redes de propaganda fascista através de núcleos militares, e seus interesses, através de influencers vendedores de internet – de batons a vídeo games, a curso de autoajuda e psicanálise de YouTube, etc… – junto com verdadeiras redes nacionais de “jornalismo” de extrema direta, multiplicadas nas redes, baseado em mentiras e palavras de ordem que circulam através de cortes de Tiktok, mais redes de influencers religiosos e conservadores, evangélicos e católicos, mais influencers olavistas, mais influencers do elogio da escala mundial do consumo e da ostentação, e assim por diante.
É importante lembrarmos que o espaço público das comunicações massivas do tempo não é livre e regulado pela democracia. Não é definido pelas estruturas dos direitos civis, com respeito aos direitos humanos universais e mesmo à ciência, Ao contrário, o espaço público das comunicações de todos nós é privado, controlado por cálculos não abertos. O programa dos algoritmos de entrega de notícias e postagens não é garantido publicamente, nem discutido democraticamente. É feito de forma privada e blindada, com bases nos interesses políticos e comerciais das empresas globais, mas americanas, que tem a propriedade dos sistemas de redes e comunicação social mundial.
Daí a sua natural aproximação do poder de Estado, neofascista, que deve garantir seus interesses globais, a manutenção da posse de tamanho controle social. Ao mesmo tempo em que essas redes devem servir à modulação mundial da ideologia da nova direita. A modulação e ocupação das consciências que, diga-se de passagem, é imanente à própria vida ideológica da expansão da mercadoria mundial, sua conquista biopolítica das classes médias, e o seu império da imagem de seu gozo.
Neste nível de produção de política que nos importa, mais real em sua eficácia de massas do que tanto de nossas práticas de micropolítica de reparação e igualdade, já temos escancarado o programa do neofascismo real contemporâneo. O que é mais que um programa, é a prática material real da posse de meios de produção social.
O dono da empresa de plataformas de securitização e gerenciamento de dados civis e militares, Palantir, se manifestou recentemente revelando a política e o horizonte de tomada de posse da vida pela gestão neofascista, que funde a produção das plataformas de dados e redes e o interesse de Estado.
Dando convocação final ao movimento do chamado “Iluminismo sombrio”, de novos ideólogos de extrema direita como Nick Land, o bilionário do vale do silício Peter Thiel escreveu o manifesto de 22 teses da sua companhia, publicado em uma rede social mundial, onde podemos ler explicitamente que “a era da democracia liberal está encerrada, não se deve admitir crítica aos ricos e aos poderes imperiais de Estado, povos superiores tecnologicamente são superiores morais e não devem responder às falsificações do multiculturalismo, as empresas de tecnologia e gerenciamento de dados em massa devem servir à política de intervenção e policiamento estabelecidas pelos Estado, a era atômica, que congelava os conflitos geopolíticos e as guerras por supremacia, foi substituída por um novo tipo de guerra liberada: a do controle informacional de populações e intervenção generalizada por drones”.
É a explicitação de tudo que move o neofascismo de guerra global, o que vai na cabeça do senhorio da guerra e da ideologia, desde o seu núcleo imperial norte-americano. E são essas ideias e novo sistema de poderes, em sociedades em novo estado de controle permanente, que estão informando e negociando com o núcleo neofascista brasileiro de Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos EUA para assessorar o assalto às eleições e à democracia brasileira.
Falta de combate ao fascismo, crise imanente da esquerda
Recentemente averiguou-se (pesquisa Meio/Ideia) que 12,5% dos eleitores acreditam que Lula morreu e o presidente em exercício é um clone. Este é o resultado, o polo demencial do bolsonarismo, que tanto corrói a percepção geral da vida a favor da estupidez, quanto libera a atuação do absurdo em massa, esse tipo de ficção de propaganda que unifica o grupo político em redes.
Enquanto isso, 80 milhões de brasileiros estão endividados, economicamente paralisados. A liberação total do cassino eletrônico das bets pelo governo de assalto de Michel Temer gerou uma verdadeira epidemia, crise de saude pública e financeira entre os pobres. Milhões de jovens brasileiros só tem os aplicativos de entrega como meio de sobrevivência, a nova escravidão de ganho normal da democracia liberal, arriscando a vida todos os dias em cima de uma moto, muitas vezes alugada, sem nenhum tipo de direito.
Outras centenas de milhares de brasileiros desempregados passam de dez a doze horas por dia, seis ou sete dias por semana, em um carro, calculando o preço do combustível do quilômetro rodado, a taxa do aplicativo e o preço pago pelo passageiro, em uma tensa relação contábil e quantitativamente abstrata com a vida.
Nesse trabalho infernal de Sísifos pós-modernos, eles costumam ser embalados por música sertaneja do agronegócio, programas policiais que orientam o ódio contra os mais pobres e rádios de jornalismo de extrema direita. Acreditam que o governo só existe para lhes cobrar impostos, sobretaxar a sua renda limite.
Nesse cenário, igrejas evangélicas congregam 26,9% da população, em sua maioria mulheres trabalhadoras, muitas vezes chefes de família. E seus pastores, reais líderes políticos da direita brasileira, orientam o voto de 70% deles para o bolsonarismo. Tudo acontecendo na nossa cara, mas sem que vejamos bem, nas ruas, nas quebradas e em todo país.
Evidentemente a política simbólica, ideológica, da esquerda democrática e progressista brasileira diante deste cenário, até recentemente desconhecido ou denegado, beira o fracasso. Os ganhos materiais dos pobres brasileiros e a onda de aprovação lulista dos anos 2000 parecem esgotados, até segunda ordem, e muito pouco, do ponto de vista material e de horizonte político renovador, foi oferecido ao povo brasileiro nos últimos anos.
O apelo pela manutenção da democracia, nestas condições, é retórico e abstrato. Esse apelo não combateu efetivamente, politicamente, simbolicamente, psicanaliticamente, a presença generalizada das práticas fascistas entre nós.
Apenas os salvos e beneficiados, com renda garantida e formação cultural histórica, sabem o que significa a manutenção da democracia incompleta brasileira, e se preocupam com ela. A vida dura e degradada, movida à exaustão, desespero e bala de 100 milhões de brasileiros que ganham até 2.500 reais não reconhece a “democracia dos conhecedores” como algo a ser valorizado. A extrema direita explora, com razão de fundo, os impasses da vida ruim e da renda concentrada brasileira, orientando todo o imenso mal-estar material para a degradação do entendimento do que são os governos de esquerda, e contra a democracia tão limitada brasileira.
Diante da avalanche de mal-estar e manipulação autoritária do impasse, oferecemos um velho princípio do passado, o carisma de Lula, uma política frágil e algo regressiva, como válvula de escapa para a democracia brasileira, que todos devem ser obrigados a aceitar.
Mas, metade do país que vota há muito tempo construiu instrumentos, discursos, práticas e lideranças para recusar esse nosso velho ideal pela raiz.
Democracia e destruição
Passamos por uma revolução tecnológica sistemática e continua, que nos últimos 20 anos alterou fortemente as formas do trabalho, as subjetividades e a política que nos cerca. Os anos de 2007 e 2008 não foram apenas aqueles em que o sistema mundial de financeirizaçao dos investimentos e dos desinvestimentos de capitais nos países, coordenado desde Wall Street, quebrou, como efeito previsto de suas bolhas e de suas fraudes – levando, por exemplo, a um ano e meio de recessão, desemprego em massa e perda de casas de classe média nos EUA.
2008 foi também o ano da universalização do aparelho celular inteligente, necessário em toda parte, conectado permanentemente à rede mundial de computadores, carregando aplicativos e redes sociais, produtor de novas relações e outras experiências de massas objetivamente nunca antes vistas.
A globalização dos fluxos de capitais e a integração no sistema mundial unificado das mercadorias, com sua vida espetacular e fantasmagórica, que vinham altas desde os anos 1990 – e que, visando baixar o preço dos salários locais, deslocou a indústria ocidental inteira para o leste asiático, provocando desemprego estrutural permanente – se desdobrava em uma nova e verdadeira globalização tecnológica visando as mônadas individuais, as pessoas, as novas consciências das coisas, os sujeitos mercantis mundiais, sem renda, agora encharcados de imagens e de mensagens massivas até a última unidade de tempo, e do desejo.
Uma “biopolítica” inteiramente nova se produzia tecnicamente, calçada sobre a tradicional democracia liberal de massas, de gestão de sociedades nacionais, industriais e de consumo. Rapidamente, em uma verdadeira revolução das subjetivações, surgia um sujeito do consumo massivo das imagens e dos fluxos de opinões, que era também, agora, um micro produtor de informação e participação nas imagens globais.
As práticas técnicas atravessaram as fronteiras nacionais, situando a subjetivação inteiramente na vida do fluxo em tempo real das imagens, ocupando com tal excitação a crise permanente do mundo do emprego e da destruição dos continentes nacionais de direitos sociais, que desvaneciam como uma velha metafísica diante de uma técnica produtiva real.
Era “o novo tempo do mundo”, da crise da globalização com parâmetros liberais progressistas, da ideia da exploração mundial dos espaços disponíveis para expansão de mercados (derivativos) baseada na fantasia do progresso industrial integrador; da desregulamentação universal dos direitos do trabalho e corrosão permanente dos sistemas nacionais de direitos e compensações sociais à crueldade dos mercados; da nova técnica de subjetivação global, integrando indivíduos na unidade imaginária da mercadoria mundial; produzindo sujeitos imersos permanentemente no sistema de orientação dos desejos para os múltiplos territórios das imagens, da exibição, da celebração, da paranoia, do desrecalque da violência e da agressão convocando a angústia social generalizada, e ao mesmo tempo confirmando tudo que existe.
A crise da totalização da vida pela mercantilização, em todos os planos e níveis, da forma mercadoria universal, de tudo: propriedade privada contra todo direito coletivo, fetichismos e excitação generalizada da imagerie permanente como cultura, instrumentos técnicos de uma virtual democracia transformados em instrumentos de ocupação individual e belicosa de qualquer mercado inventado.
Inclusive do imenso mercado da paixão política, da propaganda e do golpe iliberal, que emergiria. Nestas condições, materiais e reais, ideológicas e subjetivas, surgiu o neofascismo de massas, do ressentimento coordenado nas redes, do projeto de assalto grupal aos últimos vestígios do Estado liberal desde a expansão da política como violência, do punitivismo e do extermínio dos que não podem ter lugar na única integração que existe, segundo a ilusão e o projeto, a da expansão e produção de mais valor.
O neofascismo contemporâneo não é um efeito superficial das condições do tempo. O desrecalque politicamente programado de grupos de ataque, xenófobos, sexistas, racistas, homofóbicos, religiosos, autoritários, antissociais, é a expressão de formas coletivas, arcaicas e regressivas, que buscam tentar lidar com a materialidade histórica das crises.
A situação é esquizofrenizante: deve-se desejar dinheiro, e os códigos ligados ao dinheiro de consumo conspícuo, são os termos simples da cultura generalizada, em toda parte, enquanto a própria estrutura da economia recusa definitivamente emprego em massa ou renda, em toda parte, menos na China. O resultado paradoxal, como apologia do capitalismo realmente existente, é a convocação interessada do mal-estar e do ódio de massas pelos movimentos neofascistas, a redução dos territórios existenciais aos grupos de eleitos e salvos, auto-imaginados em guerra permanente, liberados para o pleno desprezo por todos que não pertençam ao vínculo de identificação, em busca de sádico-paranoica de vítimas sacrificiais inventadas.
Ao invés da crítica radical à realidade da situação radical – a consciência unificada dos interesses dos trabalhadores de todo o mundo – se dá a fragmentação em grupos ilusórios de identidades, de luta de vale tudo pelas vidas já não mais comuns, já sem garantias. A mercadoria prossegue a arquitetura da sua destruição universal, que já se expressa na crise ambiental sem retorno. Os homens se convertem em arcaicas máquinas de corrupção e de guerra, paixões violentas, na esperança de dotar de sentido a vida de risco e sem garantias de direitos, frente a liquidação programática das democracias e o melancólico recalcamento da necessidade social.
Nesta ordem, a do neofascismo que emergiu no fim da globalização liberal progressista dos anos 2000, coordenado com a primeira revolução pós-industrial decisiva, a dos telefones celulares, sua plataformização e suas redes sociais mundiais – potencial técnico e psíquico das próprias democracias ocidentais, de onde tudo isso adveio – começa a fazer efeito, ainda muito incipiente, a segunda revolução pós-industrial permanente: a da nova gestão global das vidas pela ordem da Inteligência artificial, e seu real inconsciente maquínico, que tem proprietários.
Os bilionários globais, donos dos processos, nos informam que a inteligência artificial será usada para o controle policial de informação total sobre nossas vidas, por Estados pós democráticos e da força do identitarismo do dinheiro. É o que declarou em manifesto publicado em rede social mundial, Peter Thiel, CEO da plataforma de espionagem e securitização de guerra Palantir.
O CEO da Antropic, que desenvolve a máquina de plágio universal conhecida como Claude, pede uma moratória urgente para a regulação política mundial do desenvolvimento competitivo das Inteligências artificiais – uma preocupação que jamais existiu no monopólio do aumento técnico da produtividade capitalista – enquanto ex-funcionários de empresas de Inteligência artificial publicam em redes sociais que, no ritmo atual das pesquisas e na direção que a coisa ganha, a humanidade deve ser extinta em menos de dez anos.
Provavelmente um exagero. As centenas de milhões de desempregados qualificados que certamente virão, no âmbito das classes médias tradicionais e “cultas” que trabalham no mundo simbólico, científico e intelectual e que sustentaram o consumo conspícuo e hedonista infinito dos últimos 30 anos, talvez configurem novas massas de desesperados a serem domesticados e geridos pelas estratégias, no limite do extermínio, dos novos Estados neofascistas.
Talvez elas possam ainda unificar a consciência dos trabalhadores não integrados de todo o mundo, para a necessidade de uma revolução que não seja apenas destruição, já cada vez mais imediata, para prosseguir a valorização do sistema totalitário do valor.
Nos anos do apocalipse europeu de 1920 e 1930, Freud se dedicou com afinco a pensar a tensão civilizatória de base entre a força dos impulsos que não se calam, a regulação de mal-estar da lei necessária à vida coletiva e a emergência desenfreada do espírito de destruição total das coisas. Reconhecendo de frente a presença da catástrofe, que matou cem milhões de pessoas no coração da Europa, ele se perguntou se o saber psicanalítico e a antiga fé emancipatória na ciência poderiam sobreviver e estar ao lado da vida, em um mundo cercado por tudo pela morte.
Como psicanalistas e sujeitos políticos não é aceitável que não possamos ver de frente, agora, o nosso próprio campo histórico de destruição, seus nomes, conceitos e formas. A religião e suas compulsões políticas, um dos objetos preferidos da crítica freudiana, é evocada mais uma vez, para recobrir de espírito a doença mais mortal do que o seu próprio Deus, sua autoridade paterna arcaica: o Deus proteico e vivo, da criação e da destruição, já imediata, de tudo, o dinheiro e sua forma mercadoria, que captura a técnica e totaliza tudo.
Walter Benjamin, um dos assassinados daquele tempo de hecatombes do capital monopolista e do imperialismo nazifascista, dizia que nem os mortos estão em segurança, enquanto o inimigo, a expansão da modernidade do progresso capitalista, não parasse de nos vencer.
Por isso tudo, eu e um grupo de psicanalistas amigos da vida, em tempos de extermínio material e psíquico, nos dedicamos nos últimos dez anos à elaboração de uma psicanálise social, coletiva e livre da forma mercadoria, em nossa consciência negativa de socialistas utópicos, a Clínica Aberta de Psicanálise e o Grupo Analista na Casa do Povo, na cidade de São Paulo.
TALES AB’ SABER ” BLOG A TERRA É REDONDA” ( BRASIL)
*Tales Ab’Saber é professor do Departamento de Filosofia da Unifesp. Autor, entre outros livros, de O soldado antropofágico (Hedra) [https://amzn.to/4ay2e2g]