A ELEIÇÃO PODE SER DECIDIDA NO PRIMEIRO TURNO : TANTO PRA LULA, COMO PRA FLÁVIO

Isso dependerá da capacidade de cada candidatura de se beneficiar do sentimento de voto útil nos próximos 10 dias, em especial na última semana da campanha. E dependerá, também, de aspectos imponderáveis, como o grau de eficácia das interferências estadunidense e israelense com suas imundícies e jogo sujo para fraudar a vontade popular

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  1. A se considerar a dinâmica eleitoral evidenciada pela média das pesquisas, a eleição presidencial poderá ser decidida já no 1º turno.

Embora Lula tenha maior probabilidade estatística de obter a maioria de 50% + 1 votos no dia 4 de outubro, não se pode menosprezar a hipótese de Flávio Bolsonaro sair-se vencedor.Play Video

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Isso dependerá da capacidade de cada candidatura de se beneficiar do sentimento de voto útil nos próximos 10 dias, em especial na última semana da campanha.

E dependerá, também, de aspectos imponderáveis, como o grau de eficácia das interferências estadunidense e israelense com suas imundícies e jogo sujo para fraudar a vontade popular, como fizeram nas eleições recentes de países vizinhos.

  1. Nas pesquisas com respostas espontâneas e sem considerar margens de erro, Lula alcança 47,9% dos votos válidos, segundo o Datafolha, e 49,2% na Quest.

O presidente precisaria, portanto, aumentar sua votação entre 0,8%, de acordo com a Quaest, e 2,1% pelo Datafolha para ser reeleito já no 1º turno: Com 39,7% no Datafolha e 41,3% na Quaest, Flávio Bolsonaro precisaria aumentar entre 10,3% e 8,7% das intenções de votos, respectivamente, para conquistar a vitória dia 4.

Enquanto a intenção de voto em Lula e Flávio é uma escolha consolidada para quase 90% dos eleitores deles, cerca da metade do eleitorado dos demais candidatos –Cury, Caiado, Renan, Zema– ainda “pode mudar de voto para evitar que outro candidato seja eleito”, e pode ser seduzida pelo voto útil.

Segundo as pesquisas, esse eleitorado “volúvel” das candidaturas de direita e extrema-direita se inclina, majoritariamente, pelo voto em Flávio Bolsonaro: ao redor de 45%, sendo 30% no Lula e os restantes 25% que anulariam o voto ou se absteriam.

Importante anotar que o crescimento exponencial das intenções de voto em Augusto Cury não teve nada de espontâneo. Decorreu da estratégia articulada internamente e no estrangeiro para inflá-lo junto ao eleitorado “independente”, deixando de reserva a operação de algoritmos para induzir a migração de tais eleitores em direção a Flávio no momento conveniente.

  1. A possibilidade de reeleição do presidente Lula é maior se a vitória for conquistada dia 4 de outubro.

Num eventual 2º turno a dificuldade ficará significativamente aumentada, pois segundo as pesquisas com resposta estimulada [tanto Datafolha como Quaest], Lula terminaria o 1º turno obtendo ao redor de 43% dos votos válidos [sem considerar as margens de erro].

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Por outro lado, a soma dos votos válidos do bloco anti-Lula alcançaria em torno de 57% –Flávio com 39% + 18% das candidaturas satélites do bolsonarismo:
É notória, portanto, a vantagem do candidato extremista na disputa no 2º turno para capturar os votos pulverizados nos candidatos de direita e extrema-direita no 1º turno.

  1. Essa é a eleição com mais incógnitas e incertezas do país. Há uma gravíssima interferência estrangeira, ainda que não se saiba exatamente sua extensão e potencial de danos. É uma ação coordenada das forças da direita e extrema-direita entreguistas com organizações, agências oficiais e movimentos internacionais da ultradireita, sobretudo dos EUA e Israel.

Há ainda uma debilidade institucional devido ao comando bolsonarista do TSE, condição que enfraquece a garantia de lisura do processo eleitoral em razão da postura faccional e leniente do presidente Kássio Nunes Marques a respeito da desinformação, da disseminação de mentiras e do uso ilegal de inteligência artificial pelo banditismo bolsonarista.

A eleição se desenrola, neste contexto, sob uma fachada de aparente normalidade institucional e democrática, mas na realidade a democracia está sendo gravemente agredida e a soberania do Brasil submetida a perigosas ameaças.

  1. Nesses dias derradeiros até 4 de outubro toda militância petista, progressista, de esquerda e democrática precisa travar uma guerra titânica de resistência à ofensiva conservadora e reacionária que pretende transformar o Brasil em protetorado dos Estados Unidos e instaurar o caos e a barbárie no país.

Lula não está disputando a eleição mais importante da sua vida contra uma oposição integrada à modernidade, à legalidade e à civilidade, mas sim contra gângsteres e o gangsterismo nacional e estrangeiro.

É preciso uma entrega de corpo e alma à conquista de votos para reeleger Lula já no 1º turno com a abordagem direta das pessoas nas suas casas, nos seus locais de trabalho, nas filas de ônibus etc, para [i] expor as propostas para continuar mudando o Brasil com Lula, [ii] denunciar as mentiras, crimes e manipulações dos bolsonaristas, e, mais importante, para [iii] alertar sobre os horrores e terrores que seria para o país e para o povo brasileiro ter outra vez um Bolsonaro no Planalto.

JEFERSON MIOLA ” BLOG BRASIL 247″ ( BRASIL)

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