MOACIR SANTOS: O MAESTRO ESQUECIDO QUE FOI PROFESSOR DA BOSSA NOVA E SUAS INFLUÊNCIAIS

O maestro pernambucano Moacir Santos faria 100 anos em 2026. Sua trajetória é notável: nascido no sertão do Pajeú, fugiu de casa aos 14 anos, perambulou pelo Nordeste tocando em bandas locais, mudou-se para o Rio de Janeiro e foi professor de grandes nomes da bossa nova. Compôs trilhas para cineastas do Cinema Novo e influenciou uma geração de músicos que ajudaram a construir os alicerces da música brasileira. Ainda assim, é possível que você nunca tenha ouvido falar de Moacir Santos. Seu álbum “Coisas”, de 1965, considerado por muitos um dos melhores discos da história do país, não está nas plataformas de streaming e tornou-se uma raridade entre colecionadores. Outras produções, gravadas no exterior, sequer chegaram ao mercado brasileiro. Apontado como um músico da estatura de nomes como Villa-Lobos e Tom Jobim, o maestro morreu em 2006 sem alcançar o mesmo reconhecimento de seus pares e, com o passar dos anos, ficou relegado a um circuito cult, pouco conhecido pelo grande público. Virou o “músico dos músicos”. Neste vídeo, a Folha mergulha na história de vida de Moacir e escuta artistas que acompanharam sua carreira para entender como o maestro criou um universo musical próprio, sistematizou ritmos afro-brasileiros e desenvolveu um estilo rebuscado de tocar, transitando entre a erudição e o popular, a matemática e as sensações.

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