Como era Recife durante a ocupação holandesa? Neste documentário histórico, reconstruímos o Recife do século XVII, quando parte do Nordeste brasileiro ficou sob domínio da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais entre 1630 e 1654. Durante 24 anos, Pernambuco viveu um dos períodos mais surpreendentes da História do Brasil. Navios de guerra holandeses ocuparam o litoral, soldados estrangeiros tomaram Olinda e Recife, engenhos foram destruídos, alianças foram formadas e uma nova cidade surgiu entre rios, manguezais e ilhas. Neste episódio do canal Quando o Mundo Mudou, você conhecerá a verdadeira história do Brasil Holandês, da invasão de Pernambuco, do governo de Maurício de Nassau, da construção da Cidade Maurícia e da expulsão dos holandeses em 1654. O Brasil inteiro não se tornou holandês. A Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais conquistou e controlou áreas do Nordeste, transformando Recife no centro político, militar e econômico de seu projeto colonial na América. Seu principal objetivo era dominar a produção e o comércio do açúcar, uma das mercadorias mais valiosas do século XVII. Ao longo deste documentário, você descobrirá por que os holandeses invadiram Pernambuco, como Olinda e Recife foram conquistados em 1630, por que parte de Olinda foi incendiada, quem foi Calabar, como Maurício de Nassau chegou ao Brasil, como surgiu a Cidade Maurícia, como funcionavam os engenhos e qual era a importância do porto do Recife. Também mostraremos a história do Palácio de Friburgo, do Palácio da Boa Vista, das pontes construídas sobre os rios, da famosa lenda do boi voador e do trabalho de artistas e estudiosos como Frans Post, Albert Eckhout, Willem Piso e Georg Marcgrave. O Recife Holandês foi uma cidade cosmopolita. Em suas ruas circulavam comerciantes portugueses, soldados neerlandeses, mercenários europeus, judeus, africanos livres e escravizados e indígenas de diferentes povos. Católicos, calvinistas e judeus conviveram sob uma tolerância religiosa relativamente maior que a existente no território controlado por Portugal. Foi nesse contexto que funcionou a Kahal Zur Israel, reconhecida como a primeira sinagoga oficial das Américas. Mas a modernização do Recife não pode ser separada da exploração colonial. A riqueza do Brasil Holandês continuava baseada no açúcar, nos engenhos e no trabalho de pessoas escravizadas. A Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais participou ativamente do tráfico transatlântico de africanos e utilizou a escravidão como parte central de sua economia. Povos indígenas e pessoas negras participaram dos dois lados do conflito. Suas escolhas estavam ligadas à sobrevivência, às alianças locais, às disputas antigas e aos próprios interesses. Por isso, a guerra não pode ser resumida apenas como portugueses contra holandeses. Após a saída de Maurício de Nassau, em 1644, a Companhia aumentou a cobrança das dívidas dos senhores de engenho. O descontentamento cresceu e, em 1645, começou a Insurreição Pernambucana. João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Filipe Camarão tornaram-se alguns dos nomes mais conhecidos da resistência. As Batalhas dos Guararapes, travadas em 1648 e 1649, enfraqueceram o domínio neerlandês. Em janeiro de 1654, cercadas e com dificuldades financeiras e militares, as forças holandesas aceitaram a rendição. Os holandeses partiram, mas Recife já não era mais o pequeno núcleo portuário de antes. A ocupação acelerou sua expansão urbana, fortaleceu seu comércio e aumentou sua importância política. Pontes, canais, mapas, pinturas e documentos preservaram parte da memória da Nova Holanda. As imagens deste documentário são reconstruções artísticas inspiradas em mapas, pinturas, gravuras e pesquisas históricas sobre Pernambuco no século XVII. Elas não são fotografias reais do período, pois a fotografia ainda não existia. Nosso objetivo é preservar o máximo possível da arquitetura, da geografia, do vestuário, das embarcações, das fortificações e das relações sociais documentadas nas fontes. Assista até o final e responda nos comentários: o que teria acontecido se os holandeses tivessem permanecido em Pernambuco? Recife poderia ter se tornado uma cidade de língua neerlandesa? A religião, a arquitetura e a cultura seriam diferentes? Inscreva-se no canal Quando o Mundo Mudou e acompanhe nossos documentários e reconstruções históricas sobre o Brasil, suas cidades, guerras, civilizações e acontecimentos que mudaram o mundo. Porque por trás de cada cidade conhecida existe outra cidade que desapareceu. E quando conseguimos reconstruí-la, percebemos que a história poderia ter seguido caminhos completamente diferentes. #BrasilHolandês#RecifeHolandês#HistóriaDoBrasil
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