POR QUE O BRASIL NÃO É SUPERPOTÊNCIA ? NA VISÃO DE ELIAS JABBOUR

O Brasil tem dimensão continental, recursos naturais abundantes, população jovem e um mercado consumidor expressivo. No entanto, décadas de desindustrialização e subordinação ao capital internacional impediram o país de ocupar o lugar que seu potencial parece reservar. Por que o Brasil não se tornou uma superpotência? Para responder, Breno Altman recebe o economista e geógrafo Elias Jabbour, professor da UERJ, pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB-RJ e autor de “Socialismo no Poder” sobre o modelo chinês .

O diagnóstico: O Brasil “empobreceu muito nos últimos 10 anos, perdeu tração industrial e chegou a uma taxa de investimento de 16,8% do PIB” . A desindustrialização condena o país à “quase irrelevância” no cenário global . 🇧🇷 O futuro: “O Brasil vai precisar criar entre 10 e 12 milhões de empregos industriais nos próximos dez anos” . Sem reindustrialização, não há mobilidade social nem esperança para a juventude . 🇧🇷 O projeto nacional: Jabbour defende que a esquerda se assuma “nacionalista, desenvolvimentista, patriótica e antineoliberal” — um projeto que coloque o Brasil como nação soberana no mundo multipolar . 🇧🇷 A China como referência: “A China não adotou a receita para o sucesso vendida ao Brasil e eles se deram muito bem”, afirma, referindo-se ao Consenso de Washington . O planejamento estatal chinês é uma lição a ser estudada, não copiada . 🇧🇷 Geopolítica: “A guerra [dos EUA] é contra a China, estrategicamente. É contra os BRICS.” O Brasil está no centro dessa disputa, e a eleição de 2026 será um plebiscito entre soberania nacional e subordinação aos EUA .

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