

No governo Dilma Rousseff, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) desenvolveu uma caixa que permitia conectar TVs comuns à internet
Contribua usando o Google
Fala-se muito em TV 3.0, que tornaria a TV aberta interligada à Internet.
No governo Dilma Rousseff, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) desenvolveu uma caixa que permitia conectar TVs comuns à internet, transformando-as em Smart TVs.
A caixa, chamada de WebTV, foi desenvolvida por alunos do curso de Engenharia Elétrica da UFCG e consistia em um dispositivo de baixo custo que se conectava à TV via porta HDMI e à internet via Wi-Fi ou cabo Ethernet.
A proposta foi levada à EBC (Empresa Brasileira de Comunicações). Permitiria um sem-número de serviços adicionais, integrando os diversos ministérios. No plano apresentado sugeria-se marcação de consultas pelo SUS através do sistema, comunicação direta com os usuários, já que permitiria a universalização da Internet.
A caixa também possuia recursos adicionais, como:
- Controle remoto: para navegar pelos menus e aplicativos da WebTV.
- Suporte a comandos de voz: para controlar a WebTV com sua voz.
- Espelhamento de tela: para transmitir a tela do seu smartphone ou tablet para a TV.
A WebTV foi um projeto inovador que democratizou o acesso à internet para TVs comuns, tornando-as mais inteligentes e funcionais. O projeto foi premiado em diversas feiras de tecnologia e recebeu reconhecimento internacional. Pelas informações da época, a Argentina chegou a utilizá-lo em sua rede pública.
No Brasil, a EBC recusou-se a analisar o projeto. Seria muito complexo, para o nível de seu presidente, Nelson Breve, pessoa extremamente limitada, indicado para o cargo por razões políticas,
O projeto foi descontinuado em 2018.
LUIS NASSIF ” JORNAL GGN” ( BRASIL)