
Os pontos centrais da crise já estavam na mesa, e com algum tempo para agir.
Encontro nos arquivos o fluxograma da crise política, que preparei no início de 2013.
Os pontos centrais da crise já estavam na mesa, e com algum tempo para agir.
Repare lá.
Os canais de instabilidade política:
Mídia —> influenciando Judiciário e Congresso
Haveria duas maneiras de reduzir o trabalho de desestabilização da mídia:
- Escandalização: tratar rapidamente dos financiamentos aos campeões nacionais, antecipando a correção de qualquer irregularidade que fosse levantada. Havia receios de que o novo sistema de licitação, o RDC, também desse margem a escandalização. Especialmente em redação à Lei dos Portos, que tinha alguma coisa malcheirosa.
- Economia: dois problemas imediatos. Um, a macroeconomia, com problemas de inflação e crescimento. Outro, de gestão, com a centralização excessiva provocando a paralisação ampla das políticas públicas, especialmente no Pré-Sal e no PAC. Sugeria-se fortalecer a Petrobras, acabando com a compressão tarifária, desengessar os Ministérios e gerenciar melhor o PAC.
A Economia ajudaria a reduzir o clamor da mídia e a garantir a reeleição. Em um primeiro momento, fortaleceria o Executivo frente o Congresso, para dar tempo de providencias mais efetivas: colocar na Secretaria de Relações Institucionais um operador político eficiente e valer-se de Lula para aparar as arestas com o Congresso.
Na outra ponta, cuidados especiais no tratamento com a Procuradoria Geral da República e com o Supremo Tribunal Federal, especialmente nas novas nomeações.
Nada foi feito. Perdeu-se em um republicanismo incompreensível.
LUIS NASSIF ” JORNAL GGN” ( BRASIL)