
Vereador recebeu um total de R$ 91 mil em depósitos sem origem; R$ 10 mil foram depositados antes de fechar compra de imóvel

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O vereador Carlos Bolsonaro recebeu R$ 129,5 mil em depósitos em espécie entre os anos de 2005 e 2021, sendo que R$ 91 mil não tiveram origem identificada.
Um crédito de R$ 10 mil sem identificação foi efetuado dias antes de o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fechar a compra de um imóvel no Rio de Janeiro, segundo laudo elaborado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
A investigação contra o vereador, que ainda não terminou, começou em 2019, quando se descobriu o registro de uma “funcionária fantasma” em seu gabinete na Câmara Municipal.
Segundo laudo elaborado pelo Laboratório de Tecnologia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro do Ministério Público, o vereador recebeu oito depósitos em espécie ao longo de 16 anos de investigação.
O maior deles foi realizado em janeiro de 2010, quando Carlos Bolsonaro recebeu R$ 45 mil em espécie em um depósito não identificado.
Os depósitos em espécie mostram semelhanças com o esquema mantido pelo seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), era deputado estadual no Rio de Janeiro. O caso foi arquivado por anulação das provas.
TATIANE CORREIA ” JORNAL GGN” ( BRASIL)