JAIR BOLSONARO E O INIMIGO

CHARGE DE MIGUEL PAIVA

Assisti, agora há pouco, na Globonews, a fala de Jair Bolsonaro sobre o que ele pensa em matéria de enfrentamento da crise da pandemia, criticando os que defendem o isolamento social como forma de reduzir a velocidade do contágio e evitar o caos absoluto na rede hospitalar:

“Desce o começo defendi o isolamento vertical, cuidar das pessoas do grupo de risco. E botar o povo para trabalhar. Olha só, tem uma máxima aí do Napoleão, , dizendo mais ou menos o seguinte: enquanto o inimigo estiver fazendo um movimento errado, deixe-o à vontade. No Brasil, no meu entender, o movimento errado é se preocupar apenas e tão somente com a questão do vírus; tem o desemprego do lado.”

É curioso e trágico que Bolsonaro revele que , na sua batalha, o inimigo não é o vírus, mas os que tentam combatê-lo com a estratégia que, no seu limitado ver, está errada, muito embora seja a única que temos e a usada em todo o mundo.

O vírus é apenas o campo de batalha; inimigos são as outras forças políticas que com ele disputam o terreno da direita e as de esquerda, há algum tempo carentes de comando e de unidade.

O ex-capitão – e Napoleão era capaz de se jogar dos penhascos de Santa Helena se soubesse que ia andar em tal boca – se move num jogo sórdido e desumano, onde o genocídio é apenas um método de acumular poder.

Bolsonaro, é óbvio, não é um estrategista. Antes, é um integrante de milícia, que vive de ousadia, ameaças e da covardia dos que não se atrevem a enfrentá-lo.

FERNANDO BRITO ” BLOG TIJOLAÇO” ( BRASIL)

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