
Não há muita dificuldade em prever o comportamento de Jair Messias Bolsonaro de agora em diante na crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.
Basta ler os jornais norte-americano e verificar o que faz Donald Trump, a quem o presidente brasileiro monotonamente repete, desde a “gripezinha”, passando pela cloroquina, o conflito com os governadores que adotam medidas restritivas de isolamento social.
Agora, virá, outra vez, o apoio público às manifestações pela reabertura do comércio e uma segunda rodada de ataques aos governadores e prefeitos como “responsáveis” pela crise na economia.
Foi o que o “mestre” fez ontem, segundo narra o The New York Times:
O presidente Trump incentivou abertamente os protestos de direita, como o evento planejado no Texas, publicando uma série de tweets com letras maiúsculas em que ele declarou: ” LIBERATE MICHIGAN !” e ” LIBERATE MINNESOTA !” – dois estados cujos governadores democratas impuseram restrições estritas de distanciamento social. Trump também atacou a Virgínia , onde o governador e o Legislativo democratas pressionaram por medidas estritas de controle de armas.
O curioso – e trágico – é que fazem isso quando a pandemia já é uma realidade terrível em ambos os países – e novamente aqui vamos seguir os norte-americanos com atraso.
Ontem, o número de mortes foi um dos mais altos desde que o problema começou: 2.535 pessoas perderam a vida nos EUA e o total vai superar 40 mil neste final de semana.
Aqui, todos sabem que os números de casos e de mortes, ontem começaram a decolar como resultado de um parcial ‘desestrangulamento” de testes que aguardavam resultado.
Não importa a esta gente, de lá e de cá. São os cultores da morte, das armas, são uma doença que se espalhou por falta de medidas de sanidade mental.
FERNANDO BRITO ” BLOG TIJOLAÇO” ( BRASIL)