
É cedo para dizer que a epidemia de coronavirus vá se espalhar sobre o mundo, embora os sinais de propagação (nos EUA, França e em países do Sudeste Asiático) sejam fortes.
As fotos que correram o mundo mostrando dezenas de máquinas preparado um (são dois, no total) hospital de emergência para pacientes contaminados, apesar de sua beleza plástica, revelam que o governo chinês espera um acréscimo exponencial dos casos da doença.
Só ontem, segundo a agência oficial Xinhua, foram 444 novos casos confirmados e 1.118 novos casos suspeitos, além das 16 mortes anunciadas pela imprensa.
Um crescimento de 50% em um só dia, que levou à decretação de emergência nível 1 – o grau mais alto – em 26 províncias chinesa e à restrição de viagens aplicadas a mais de 40 milhões e pessoas. Esta noite, 150 médicos e enfermeiros militares foram levados a Wuhan, o foco dos casos que agora se espalham.
E os sinais de pânico também: o Wall Street Journal publica hoje que o governo norte-americano está fretando voos para retirar seus cidadãos de Wuhan, cerca de mil pessoas.
É claro que é a vida e o bem-estar das pessoas o que importa, mas é inevitável que, a confirmar-se a expansão galopante do coronavirus, haja um forte impacto negativo no mercado, provocado pela queda da demanda de bens e serviços na China e a consequente redução do fluxo de comércio chinês, como aconteceu na epidemia de SARS, sigla em inglês da Síndrome Respiratória Aguda Grave, em 2002/2003.
Capitais e doença, no mundo globalizado, espalham-se rápido.
Nem para um nem para outra parece que temos um governo capaz de defender-nos.
FERNANDO BRITO ” BLOG TIJOLAÇO” ( BRASIL)