
Diante do empate técnico e dos 33 milhões de ausentes, o voto em Lula é apresentado como escolha urgente contra um candidato cujo histórico de rachadinhas, milícias, dinheiro vivo e fracasso legislativo se soma a um projeto autoritário, antibrasileiro e subserviente aos EUA
Resta-nos apenas um dia para o segundo turno das eleições de 2026. Você está em dúvida se vai votar? Não sabe em quem votar? Acredita que seu voto será indiferente? Quero conversar com você e mostrar por que sua participação poderá ser decisiva.
O resultado do primeiro turno foi extremamente preocupante. Flávio Bolsonaro, candidato da extrema direita, obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 45,16%. A diferença foi de apenas 1,87 ponto percentual, equivalente a 2.224.965 votos. Entretanto, o resultado não expressa a totalidade das forças políticas em disputa. Cerca de 21,08% do eleitorado não compareceu às urnas, aproximadamente 33 milhões de pessoas, além dos votos brancos e nulos, que somaram quase 5% do total.
Há, portanto, um contingente expressivo de eleitores cujo comportamento poderá influenciar decisivamente o resultado. Somam-se a isso os chamados votos flutuantes, provenientes, sobretudo, de eleitores que escolheram candidaturas derrotadas no primeiro turno, como as de Augusto Cury, Renan Santos e RonaldoCaiado. A disputa por esses votos, assim como pelo convencimento de quem se absteve ou anulou o voto, será determinante.
Votar, anular ou se abster – quais são as consequências?
Em determinadas circunstâncias, a abstenção e o voto nulo podem constituir formas legítimas de manifestação política. Podem expressar uma crítica consciente às alternativas eleitorais, a recusa de determinadas candidaturas ou o distanciamento de um sistema político que não representa as aspirações de parcelas da sociedade. Não se trata de desqualificar essas posições, mas de reconhecer as razões que levam tantas pessoas a se afastar das urnas.
Entretanto, precisamos considerar a singularidade desta eleição. Não estamos diante de uma disputa ordinária, na qual as diferenças entre candidaturas possam ser avaliadas sem considerar as consequências mais amplas de seu resultado. Estão em jogo projetos de país, concepções de democracia, direitos, liberdades e condições concretas de vida da população.
A pergunta fundamental é: quais são as consequências de cada escolha, inclusive da decisão de não participar?
O voto não é apenas uma decisão individual nem se limita à expressão de preferências pessoais. É também uma intervenção na vida coletiva, com efeitos sobre quem vota e sobre aqueles que sequer têm a possibilidade de escolher. Não se trata de exigir que todos abandonem suas dúvidas, mas de reconhecer que há momentos em que a responsabilidade democrática exige enfrentá-las.
Nesta eleição, não basta perguntar se alguma candidatura nos representa integralmente. É necessário refletir sobre o país que cada resultado poderá produzir, os direitos que estarão em risco e as consequências que ultrapassarão o momento da votação. A indiferença política não é necessariamente neutra: mesmo sem apoio deliberado a qualquer candidatura, a abstenção pode contribuir, na prática, para um resultado cujas consequências serão compartilhadas por toda a sociedade.
Compreendo a posição de organizações de tradição de esquerda que defendem o voto nulo como crítica às instituições e às alternativas oferecidas pelo sistema político. Contudo, em um segundo turno polarizado entre dois projetos distintos, o voto nulo deixa de contribuir para a escolha entre as candidaturas e pode favorecer indiretamente aquela que se pretende derrotar, ao reduzir o contingente de votos válidos que poderia se contrapor a ela.
Mesmo setores historicamente críticos à democracia representativa reconhecem, em determinadas circunstâncias, a necessidade de defender as liberdades democráticas contra projetos autoritários.
A questão não é abandonar convicções, mas compreender o que está em jogo quando nenhuma candidatura corresponde integralmente às nossas posições. Neste segundo turno, a escolha precisa considerar a necessidade de barrar o que há de pior. Não podemos subestimar o perigo da extrema direita.
Conheça o histórico do candidato Flávio Bolsonaro
Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado,[i] no âmbito da trama golpista investigada após as eleições de 2022, Flávio Bolsonaro exerceu desde 2003 quatro mandatos consecutivos como deputado estadual no Rio de Janeiro (Alerj) e assumiu uma cadeira no Senado em 2019. Nestas eleições apresenta-se como substituto do pai, sendo candidato pelo PL à presidência da República.
Seu nome está envolvido no escândalo das “rachadinhas” de Fabrício Queiroz, ocasião em que foi denunciado pelo Ministério Público por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Sobre o mesmo tema, houveram suspeitas de que Flávio Bolsonaro utilizou uma franquia da Kopenhagen, localizada em um shopping na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, como fachada para lavar dinheiro do esquema de “rachadinhas” operado em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Há suspeita de incompatibilidade de faturamento do negócio – registros de dinheiro vivo, padrão de depósitos em espécie (com picos em datas de pagamento e no 13º salário) e contrastante com o fluxo natural do varejo de chocolates. Há também o caso de aquisição e quitação de mansão luxuosa em Brasília, aquisição milionária e incompatível com o salário formal de parlamentar.
Seu histórico o vincula a integrantes de milícias e organizações paramilitares. Flávio Bolsonaro manteve relações pessoais com milicianos e lhes concedeu homenagens e condecorações oficiais. É o caso de sua relação com o ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do “Escritório do Crime”, grupo de matadores de aluguel que atuava no Rio de Janeiro. Flávio Bolsonaro concedeu-lhe uma moção de louvor e, em outra ocasião, entregou-lhe pessoalmente, no batalhão especial prisional, a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Alerj.
Flávio Bolsonaro também condecorou o major Ronald Paulo Alves Pereira, condenado por envolvimento no assassinato de Marielle Franco, e o coronel Cláudio Luiz de Oliveira, condenado pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli. Já como senador, destinou R$ 200 mil em emenda parlamentar individual a uma área dominada por milícias, atendendo a uma solicitação de um ex-assessor de Domingos Brazão, condenado pelo planejamento do homicídio de Marielle Franco.
Como se não bastasse, Fabrício Queiroz, ex-segundo-sargento da PM apontado como articulador do recolhimento de salários de servidores comissionados no gabinete de Flávio Bolsonaro, foi seu assessor e motorista durante o mandato de deputado estadual na Alerj. Flávio Bolsonaro chegou a nomear em seu gabinete a mãe e a ex-esposa de Fabrício Queiroz.
Para completar esse quadro, os irmãos Alan e Alex Rodrigues Oliveira, conhecidos como os “gêmeos da PM”, que atuavam como seguranças pessoais de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual, foram presos na Operação Quarto Elemento, da Polícia Civil, sob acusação de integrar uma milícia e participar de esquemas de cobrança de propina na Baixada Fluminense.
Em 2021, o próprio senador Flávio Bolsonaro integrou a equipe de advogados de defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, que fora preso preventivamente. O cabo da PM fora acusado de matar a menina Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos, com um tiro de fuzil em fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói (RJ). Em abril de 2024, utilizando seu registro de advogado, o senador assinou um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com o objetivo de impedir que o policial fosse a júri popular.
Outro fato embaraçoso em sua trajetória refere-se à compra de imóveis em dinheiro vivo e questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados nas transações. Investigações jornalísticas e desdobramentos de auditorias apontaram que a família Bolsonaro realizou a compra de 107 imóveis entre 1990 e 2020, sendo que 51 dessas transações foram feitas, total ou parcialmente, com dinheiro vivo. O “Zero Um” dos Bolsonaro esteve diretamente associado a essas negociações. Ele adquiriu 17 apartamentos e duas kitnets na Zona Sul do Rio de Janeiro pagando parcelas expressivas em espécie.
Em 2025, o candidato bolsonarista incitou o desrespeito a decisões judiciais e atuou de forma incompatível com o decoro exigido pelo cargo público, conforme notificou o STF em ocasião das ordens de prisão expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra seu pai, Jair Bolsonaro.
Mais recentemente, Flávio Bolsonaro esteve envolvido em escândalos por seu vínculo com suspeitos de fraude no INSS e lavagem de dinheiro, bem como pelo financiamento do filme Dark Horse e seu esquema com Emendas Parlamentares – contexto em que Flávio Bolsonaro tornou-se alvo de apurações da Polícia Federal sob as suspeitas de lavagem de dinheiro, organização criminosa, evasão de divisas e corrupção.
O escândalo mais recente: Segundo investigações autorizadas pelo STF, Flávio Bolsonaro atuou como interlocutor direto de Daniel Vorcaro para viabilizar aportes milionários (cerca de US$ 14 milhões dos US$ 24 milhões solicitados) e obter empréstimos do BRB para favorecimentos pessoais. Mensagens e áudios obtidos pela PF mostram cobranças de parcelas e reuniões entre os dois em 2025, mesmo o candidato ter alegado desconhecimento do banqueiro até então.
Divulgados recentemente, relatórios da PF apontaram o nome de Flávio Bolsonaro como “usuário master” em uma conta bancária de uma offshore ligada ao esquema do Banco Master.
As posições políticas de Flávio Bolsonaro também são indefensáveis. Flávio Bolsonaro foi o único deputado estadual a votar contra a ampliação da licença-maternidade das servidoras públicas civis do Rio de Janeiro, de quatro para seis meses, em 2009 (a votação foi de 54 votos contra um). Em maio de 2026, o candidato bolsonarista votou sozinho contra uma proposta que previa multas para estabelecimentos que comercializassem cartões-postais com imagens de mulheres seminuas, em uma iniciativa de combate ao turismo sexual no Rio de Janeiro. Foram 37 votos favoráveis e apenas um contrário: o dele.
Note que, apesar de ser filho do então presidente da República, Flávio Bolsonaro não conseguiu fazer avançar sua agenda parlamentar. Ao longo de oito anos de mandato como senador, não aprovou nenhum projeto de lei de autoria própria. Para sermos rigorosos, há uma única lei associada ao seu nome, de autoria coletiva e sancionada com vetos presidenciais. O balanço é eloquente: mesmo contando com a influência política de seu pai na Presidência da República, Flávio Bolsonaro não conseguiu converter essa proximidade em realizações legislativas expressivas. Trata-se de um retumbante fracasso político-parlamentar.
Seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro encontra-se foragido nos EUA e é considerado oficialmente procurado pelas autoridades brasileiras, após o após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o início imediato do cumprimento de sua pena – com ordem de prisão e passaportes cancelados. Seu pai, Jair Bolsonaro, cumpre pena após condenação por, dentre outros crimes, tentativa de golpe de Estado.
Ou seja, seu nome está associado a relações com integrantes de milícias criminosas, a vínculos políticos com pessoas envolvidas em atividades criminosas e a um projeto golpista que não conseguiu se consolidar no país.
Qual o significado destas eleições em segundo turno?
Vivemos tempos em que, como diria William Shakespeare, “o mundo está fora dos eixos”, e não faltam aqueles que trabalham para desarticulá-lo ainda mais. Estas eleições vieram em um dos momentos mais difíceis da história brasileira nos últimos anos. Posicionar-se é preciso. É imperioso refletir sobre o mundo em que vivemos e sobre o futuro que estamos construindo. Lembrando as considerações de um dos mais importantes sociólogos do trabalho de nosso continente[ii]:
Você se preocupa com o mundo e com a natureza? Recusa o negacionismo e se inquieta com a devastação ambiental, as queimadas, as chuvas extremas e a destruição dos ecossistemas? Reconhece que a busca incessante pelo lucro, sob a lógica de um capital indiferente aos limites ambientais e às consequências sociais de sua expansão, contribui para agravar a crise ecológica? Então, é preciso considerar também as escolhas políticas que podem aprofundar ou enfrentar esses problemas. O futuro ambiental não está separado da disputa sobre os rumos da sociedade, o papel do Estado e os interesses econômicos que orientam as decisões políticas.
Você é a favor da devastação dos direitos trabalhistas? A proposta de flexibilização das relações de trabalho defendida por Flávio Bolsonaro recoloca em pauta a possibilidade de contratos com remuneração por hora, direitos proporcionais à jornada e acordos individuais entre patrões e empregados que podem prevalecer sobre a negociação coletiva. Sob o discurso da liberdade de escolha, está em debate uma mudança na relação entre capital e trabalho que suscita preocupações quanto à proteção dos trabalhadores, à estabilidade da renda e à capacidade de negociação coletiva.
Daniella Marques é indicada como possível ministra e coordenadora do núcleo econômico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) defende o modelo econômico de Javier Milei na Argentina, cuja devastação econômica tem sido perversa para nossos vizinhos.
Você é a favor da opressão de gênero, raça, sexualidade e contra imigrantes? O projeto bolsonarista é machista, racista, homofóbico e xenófobo. Afinal, que lugar ocupam a igualdade, o combate à discriminação e a proteção dos grupos historicamente vulnerabilizados no projeto de país que se pretende construir. O bolsonarismo representa uma afronta à própria compreensão dos direitos humanos e uma ameaça às liberdades democráticas, ao pluralismo e à construção de uma sociedade fundada na dignidade humana, na igualdade de direitos e no respeito à diversidade.
Você é a favor de um mundo marcado por guerras e intervenções promovidas pelo imperialismo norte-americano? A recolonização do Brasil pelos EUA é um perigo. É notório o alinhamento político do bolsonarismo com Donald Trump, expresso na subordinação dos interesses nacionais aos interesses dos Estados Unidos e do capital internacional. Suas propostas de concessões e privatizações ameaçam a soberania nacional e a capacidade do Brasil de decidir autonomamente sobre suas riquezas estratégicas.
No campo diplomático, o bolsonarismo chegou a atuar contra os próprios interesses brasileiros, estimulando tensões nas relações comerciais com os Estados Unidos e contribuindo para a ofensiva de Donald Trump, que impôs tarifas sobre produtos brasileiros. Trata-se de uma postura de submissão que compromete a soberania nacional, enfraquece a autonomia diplomática do país e coloca os interesses do povo brasileiro em segundo plano.
Se você é contra essas medidas ou parte significativa delas, só há uma alternativa neste segundo turno eleitoral. Se você é apoiador da ciência, das artes, da cultura, da educação pública e do SUS, a escolha não é difícil.
A alternativa é voto em Lula! Votar 13 nestas eleições do dia 25 de outubro não te torna petista, lulista ou apoiador dos governos do PT. Te afirma como alguém preocupado com o cenário político e com o futuro das liberdades democráticas no país.
Lembrar é resistir
Em “Educação após Auschwitz”, o filósofo Theodor Adorno nos lembra que impedir que Auschwitz se repita é a tarefa primordial da educação. Qualquer discussão perde o sentido se não tiver como objetivo central evitar que a barbárie, o ódio cego e o autoritarismo voltem a ocorrer.
Em 1932, Adolf Hitler disputou a Presidência da Alemanha pelo Partido Nazista (NSDAP), obtendo aproximadamente 30% dos votos no primeiro turno e 36,8% no segundo. Foi derrotado por Paul von Hindenburg, que acabou reeleito presidente. Naquele mesmo ano, nas eleições parlamentares de julho e novembro, o Partido Nazista conquistou, respectivamente, 37,3% e 33,1% dos votos, tornando-se a maior força política do Parlamento, embora sem alcançar a maioria absoluta.
Em 30 de janeiro de 1933, Paul von Hindenburg nomeou Hitler chanceler, encarregado de chefiar um governo de coalizão com a participação de nazistas e políticos conservadores. Embora o Partido Nazista tivesse obtido a maior votação parlamentar, não conquistara a maioria absoluta dos votos populares, e Hitler não havia sido eleito diretamente para o cargo de chanceler. Uma vez no governo, Hitler e o movimento nazista promoveram a destruição progressiva das instituições democráticas, restringiram direitos e liberdades e consolidaram uma ditadura. O restante dessa história, infelizmente, nós conhecemos.
No Brasil, vivemos uma ditadura civil-militar entre 1964 e 1985. Aprendemos com a história. Mas precisamos trazer este aprendizado para o aqui e agora. Sob o bolsonarismo no Brasil, estamos diante de um projeto regressivo, reacionário e autocrático, que pretende utilizar os instrumentos da democracia para modificar suas próprias regras e limitar as condições de sua continuidade.
É um projeto de poder autoritário, personalista e avesso ao pluralismo, que busca subordinar as instituições e a vida pública a uma lógica de confronto permanente, intolerância e concentração de poder. Em termos estratégicos, o que pretende a extrema direita não é outra coisa senão conquistar a Presidência da República, ampliar sua maioria no Senado Federal e assegurar condições para exercer maior controle e influência sobre o STF.
Trata-se, portanto, de uma estratégia de ocupação simultânea do Executivo e do Legislativo, combinada à disputa pelo controle das instituições do Judiciário. Como não conseguiram consumar o golpe de Estado, a extrema-direita busca agora construir, pela via eleitoral, a maioria necessária para implementar seu projeto autoritário e antidemocrático – e está disposta a fazer isso a qualquer custo.
Votar nestas eleições é algo imperativo! Não devemos alimentar a ilusão de que uma vitória eleitoral resolverá todos os problemas brasileiros. A luta por melhores condições de vida, justiça social e emancipação da classe trabalhadora continuará depois da votação. Mas tampouco podemos ignorar que o resultado eleitoral poderá criar condições mais favoráveis ou mais adversas para essas lutas.
Por isso, é necessário votar com consciência do peso de nossa escolha, sem abrir mão da crítica, da mobilização e da organização popular.
Cada voto pode ser decisivo. Não deixe de participar deste segundo turno. O futuro da democracia brasileira, dos direitos conquistados e das próximas gerações também depende das escolhas que fazemos hoje.
MICHELANGELO TORRES ” BLOG A TERRA É REDONDA” (BRASL)
*Michelangelo Torres é professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).
Notas
[i] Segundo denúncias da Procuradoria Geral da República apresentadas ao STF, Jair Bolsonaro estava ciente e concordou com o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
[ii] Menção ao depoimento de Ricardo Antunes, um dos mais importantes sociólogos do trabalho da América Latina, concedido neste segundo turno das eleições presidenciáveis no Brasil.