FACHIN OFERECE A CABEÇA DE MORAES A TRUMP E AO BOLSONARIOSMO

Destituição de Moraes do inquérito das “fake news” é o golpe mais bem-sucedido contra a resistência democrática no Brasil

A decisão monocrática de Edson Fachin de retirar do ministro Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito 4781 (o das “fake news”) representa um ataque gravíssimo contra a democracia.Play Video

A manobra joga por terra o principal instrumento jurídico de resistência às ações de golpe continuado contra o Estado de Direito promovidas pelo bolsonarismo e seus aliados dos meios hegemônicos de comunicação.

Ao destituir Moraes do inquérito, Fachin premia Jair Bolsonaro e os outros golpistas condenados inclusive por desencadear ações para o assassinato do presidente Lula, do vice Alckmin e do próprio ministro Moraes.

Ao final de um embate de sete anos, os inimigos da democracia lograram afinal desfechar o golpe mais bem-sucedido: destituir Moraes do inquérito que apurava as ações de desmoralização da Justiça, de ameaças aos juízes no curso do processo, de sabotagem da imagem de julgadores e tribunais.

O caminho agora está aberto.

Nesta sua defesa da democracia, Moraes e sua mulher se defrontaram com sanções do governo de Donald Trump. Quando deveria defender o colega, proteger a soberania da Justiça brasileira atacada, Fachin optou agora por unir-se ao execrável presidente da potência ameaçadora e fazer o serviço de fragilizar não apenas Moraes, como a própria Justiça. Fachin, o encarregado institucional de defender o Supremo, serve de instrumento de sua destruição. Assim morrem as democracias. O Fachin é deles, já dizia Dallagnol.

O inquérito não estava aberto havia sete anos por capricho ou autoritarismo. Estava aberto porque o golpe, razão de sua existência, não para de continuar em série sem fim.

À frente do inquérito, e por causa dele, Moraes tinha meios para bater-se contra forças terríveis.

O processo passa agora para a esfera de Fachin.

Na posição de fazer valer as leis de defesa da democracia, não existe mais o mesmo Moraes.

Agora existe um Moraes sancionado, emasculado, humilhado por Fachin. Materializam-se os anseios dourados das bestas do fascismo, até agora contidas pelas sentenças históricas do 8 de janeiro.

A punição a Moraes é um prêmio aos liberticidas e seus aliados, incansáveis caluniadores de Moraes. Sepulta-se o inquérito, mesmo que as ações golpistas de sabotagem à democracia, que o justificam, sigam se mostrando aos que têm olhos para ver. Permanece o veneno, só que agora sem o antídoto.

Ganham os que desde sempre pediram a cabeça de Moraes. Flávio Bolsonaro vê avançar a única bandeira de sua campanha eleitoral contra o presidente Lula. Sem a principal barreira à retomada do golpe.

Caindo o autor, vai junto a sua obra. Vislumbra-se a anulação das sentenças lideradas por Moraes. Com sua destituição, ganha corpo a impunidade para Jair Bolsonaro.

A verdade em si não basta para se impor. A verdade precisa ter força, precisa ser apoiada.

Fachin não é o anjo do equilíbrio, da moral republicana e da sensatez que se quer fazer crer.

Merecia ele mesmo ter entrada no agora sepultado inquérito das fake news. Ontem ficou escancarado o que todos sabem: o Fachin

é deles.

MARIO VICTOR SANTOS” BLOG BRASIL 247″ ( BRASIL)

 

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