OS EUA, ATRAVÉS DA DIREITA, ESTÃO TOMANDO CONTA DA AMÉRICA LATINA ? NA VISÃO DE BRENO E TOM ALTMAN

América Latina está virando à direita? | Análise com Breno e Tom Altman A vitória do candidato da extrema direita na Colômbia, por uma margem estreitíssima, é mais um passo da ofensiva conservadora na América Latina. Há menos de dois anos, as seis maiores economias da região estavam sob governos de esquerda ou de centro-esquerda: Brasil, México, Argentina, Colômbia, Venezuela e Chile. Agora o quadro mudou: além da Venezuela, submetida a um asfixiante cerco norte-americano, restam apenas as administrações brasileira e mexicana. A revolução cubana sobrevive heroicamente a um bloqueio cada vez mais severo, e o Uruguai segue governado pela progressista Frente Ampla. Mas a direita triunfou no Equador, na Bolívia e no Peru, além de outros países menores. Não há como negar que os aliados de Donald Trump avançam a galope, criando uma das situações políticas mais difíceis das últimas décadas. Mais do que compreender a dinâmica que leva a esse cenário, com governos e partidos de esquerda passando à defensiva, a questão central é saber quais respostas e saídas existem diante desse crescimento acelerado das correntes mais reacionárias e subordinadas aos Estados Unidos. A batalha decisiva desse processo está marcada para outubro, e será no Brasil: a vitória ou a derrota do presidente Lula irá determinar o futuro próximo do subcontinente, particularmente da América do Sul.

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