
Afastamento tardio e venda de resort aumentam pressão sobre o Supremo em meio à ofensiva do mercado contra a Corte
Na noite de quinta-feira, 12 de maio, durante a transmissão do programa TV GGN 20 Horas, o jornalista Luís Nassif analisou o afastamento do ministro Dias Toffoli do caso Master. Nassif previu que o caso Master geraria um “forrobodó” típico da Lava Jato, e que Toffoli estaria agindo de forma precipitada. O jornalista mencionou que Toffoli se afastou do caso após o surgimento de conversas entre ele e o Master, alegando que o afastamento se deu em função de negócios envolvendo sua família. Nassif questionou a alegação de Toffoli, afirmando que ele já deveria ter se declarado impedido desde o início das relações com os fundos da Reggae.

Nassif destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) é a única âncora institucional do país, e que a vulnerabilidade aberta pelo caso Toffoli poderia prejudicá-lo. O jornalista criticou a decisão de Toffoli de enviar os depoimentos e materiais do caso ao Senado, entregando-os nas mãos de Davi Alcolumbre, que estaria comprometido com o que ocorreu no Amapá. Nassif sugeriu que Toffoli estaria jogando lenha na fogueira para tentar escapar da situação, e que há muitos interesses em jogo, incluindo a questão do Centrão, que estaria “até o pescoço” com o caso Master.
Nassif também mencionou que há uma ofensiva do mercado contra o Supremo e a questão da “caixa amarela” da 13ª Vara, que, se divulgada, poderia incriminar Moro. Ele observou que Toffoli e Alexandre de Moraes, que estavam na linha de frente contra a Lava Jato, agora se encontram em uma situação precária. O jornalista concluiu que o Supremo está pagando um preço alto em um momento em que deveria ser a âncora da redemocratização, e que a pressão sobre Toffoli aumentou significativamente após ele admitir ter vendido parte de um resort para um fundo Reag.Play Video
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