VIOLÊNCIA NO RIO É ATITUDE PENSADA DE CLÁUDIO CASTRO FAZER PARA FAZER POLÍTICA NA VISÃO DO JURISTA KAKAY

Jurista critica massacre e diz que violência no estado deve piorar; assista na TV GGN

O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou, em entrevista ao programa TVGGN 20 Horas [confira abaixo], que a recente operação policial no Rio de Janeiro, que já contabiliza 65 mortos, foi uma atitude pensada do governador Cláudio Castro (PL). Segundo o jurista, o episódio revela “um uso calculado da violência para produzir um fato político”.

“Foi uma tentativa canhestra e vergonhosa de fazer política com sangue. Cláudio Castro é um governador inseguro, que primeiro disse ter pedido ajuda ao governo federal e depois desdisse, ligando para a ministra Gleisi para tentar consertar o que falou. É tudo muito desastroso. Ele tenta criar uma narrativa de enfrentamento e autoridade, mas o resultado é o caos absoluto”, disse Kakay.

O advogado afirmou ter conversado com fontes do governo e do Judiciário e se disse alarmado com o que pode vir a seguir.

“O Rio está em guerra. A partir de agora, devem começar as retaliações, tanto da polícia quanto das facções. A cidade está um horror: ônibus queimados, arrastões, ruas interditadas. É um clima de guerra civil, e o Estado perdeu completamente o controle”.

Para o jurista, a operação, conduzida sem coordenação e em desobediência aos parâmetros estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), representa o colapso da segurança pública e da responsabilidade política no Rio de Janeiro. “O Supremo tentou impor limites às ações policiais para evitar tragédias como essa. O que vimos foi o oposto: um massacre travestido de operação”.

Kakay se refere à decisão do STF, conhecida como ADPF das Favelas, que nunca proibiu operações policiais, mas exigiu que fossem planejadas, justificadas e supervisionadas para evitar mortes de inocentes. “A extrema direita mente deliberadamente sobre isso, dizendo que o Supremo impediu a polícia de agir. Não é verdade. O que o STF fez foi colocar um mínimo de controle sobre o uso da força do Estado, e isso salvou vidas. Hoje, o que vimos foi o resultado de ignorar essa decisão”.

Para o criminalista, o governador pode tentar capitalizar eleitoralmente a tragédia. “Se essa operação desastrada gerar popularidade para Cláudio Castro, estamos perdidos. É o pior dos mundos. É o uso da violência como marketing político, uma lógica perversa que transforma vidas em números”.

Assista à fala completa de Kakay pelo link abaixo:

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