JUDEUS & JUDIAS PELA DEMOCRACIA E O VOTO DE LUIZ FUX

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Para a mudança radical de voto, o mais provável é que Fux tenha recebido algum alerta dos EUA, depois da varredura feita pelo governo Trump

Membros do movimento Judias e Judeus Pela Democracia entram em contato para dois esclarecimentos.

O primeiro, para protestar contra o Xadrez que escrevi, ligando o voto do MInistro Luiz Fux aos movimentos da entidades como a Conib, de clara adesão à direita.

Protestam contra o uso da palavra “sionismo”, como elemento central da virada de Fux, embora admitindo que, nos últimos tempos, o movimento foi tomado pela direita. Mas, originalmente, o sionismo era a corrente mais progressista de Israel e o uso do antissionismo pode induzir ao anti-semitismo.

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Para a mudança radical de voto, o mais provável é que Fux deva ter recebido algum alerta dos Estados Unidos, depois da varredura feita pelo governo Trump nas contas de todos os Ministros do Supremo Tribunal Federal, para aplicação da Lei Magnitski.

Recebo também a manifestação do grupo, em relação à decisão do STF de condenar os golpistas de 8 de Janeiro.

Vitória da democracia!

​​Hoje celebramos uma decisão histórica: o julgamento que condena Bolsonaro e seus cúmplices na trama golpista é o exercício do Estado Democrático de Direito. Sanciona indivíduos que se utilizaram do poder para subverter instituições e comprometer a democracia brasileira.

A decisão sinaliza que as instituições democráticas brasileiras deverão ser intransigentes aos movimentos golpistas e autoritários em curso.

Esta decisão representa uma vitória, ainda que momentânea, contra a extrema direita e suas marcas: militarismo, ofensiva anti gênero, machismo, racismo e neoliberalismo. Não se trata apenas de um julgamento, mas de afirmar que não há espaço para um golpe autoritario, ódio e exclusão em nossa sociedade.

Para o Judias e Judeus pela Democracia SP (JJPD-SP), este julgamento reflete os valores que defendemos: a defesa intransigente do Estado Democrático de Direito, da memória, justiça e a recusa em naturalizar a violência. Defender a democracia é também proteger as populações minorizadas e lutar contra o antissemitismo que se expande em contextos autoritários.

Julgar é lembrar, criar uma memória da nossa história passada e recente, é propiciar as condições para que os erros do passado não se repitam. A anistia, por outro lado, não produz memória.

Que esta decisão seja um marco na construção de um Brasil mais justo, igualitário e verdadeiramente democrático.

LUIS NASSIF ” JORNAL GGN” ( BRASIL)

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