
O temporal climático que atingiu Portugal nos últimos dias destruindo bens públicos e privados,causando mortes e desespero em milhares de portugueses, sem casas e empregos, nos leva a algumas reflexões.
Uma das maiores surpresas vem do comportamento social da população :a solidariedade imediata de centenas de portugueses, de diversas regiões do país que se deslocaram para Leiria,Pombal e Coimbra, áreas mais críticas, com alimentos,medicamentos e roupas.
Outra mobilização exemplar veio dos meios de comunicação, que mesmo com ausência de eletricidade e rompimento das telecomunicações, colocaram suas equipes no terreno para fornecer informações em tempo real através de geradores especiais.
E Governo ? Ninguém sabe ninguém viu o governo liderado pelo Primeiro-Ministro Luiz Montenegro no terreno.
A percepção coletiva é que falta ao mandatário da AD sensibilidade, liderança e credibilidade para enfrentar de frente os problemas reais do país.
Depois de cinco dias,um pouco sem jeito, Luiz Montenegro deixou o gabinete e fez de sua presença em alguns lugares, a forma mais ostensiva de mostrar preocupação com os efeitos da tragédia.
Medidas concretas do governo vieram dias depois, quando após uma reunião extraordinária do ministério, foram anunciados auxílios à empresas e pessoas.E decretado, tardiamente, Estado de Calamidade.
Como os tecnocratas nunca conseguem articular suas decisões administrativas com a realidade dos cidadãos, faltou providenciar como estas medidas poderão ser implantadas, já que falta energia e telecomunicações em grande parte do país.
Uma reflexão final: quem será o Marquês de Pombal do século XXI que vai liderar a reconstrução dos territórios destruídos, que de acordo com os especialistas em calamidade, deverá durar anos.
PATRICIO BENTES ” ALLTV” ( BRASIL)
Patricio Bentes é jornalista e sociólogo