
Whitney Webb, em seu livro, mostra que Epstein era o produtor final de uma rede mundial de crime e espionagem
Recebo de José Arbex Jr a indicação do livro “One Nation Under Blackmail “ (Uma Nação Sob Chantagem) da jornalista Whitney Webb, mostrando os aspectos sexuais do escândalo, mas identificando uma rede mundial juntando capital, agências de espionagem (CIA, M16, Mossad), crime organizado (italianos, judaicos, irlandeses etc.), bilionários e personalidades políticas mundiais.

Em podcasts nos EUA, a autora tem alertado que, mais relevante que os escândalos de pedofilia, é a identificação de uma rede mundial de crime e espionagem, que movimenta centenas de bilhões de dólares em tráfico de armas, drogas, pessoas e promove insurreições e golpes de estado.
Whitney Webb constrói uma história estrutural, não um “true crime”. Jeffrey Epstein aparece como produto final de um ecossistema que vem sendo montado desde a Segunda Guerra:PauseUnmute
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- Aliança Estado–crime organizado: a partir da Operation Underworld, a cooperação entre inteligência dos EUA (ONI/OSS, depois CIA) e máfias se torna política de Estado, não exceção .
- Blackmail como tecnologia de poder: sexo, drogas e dinheiro não são desvios morais — são ferramentas operacionais para controle político, empresarial e midiático .
- Bancos, offshore e drogas: o livro mostra como o narcotráfico alimenta liquidez bancária, inclusive em momentos de crise sistêmica, e como isso se conecta ao crescimento do sistema financeiro offshore .
- Epstein não era “o cérebro”: ele funciona como gestor de dossiês, protegido por redes que atravessam inteligência, finanças, lobby e grandes fortunas — daí a blindagem judicial recorrente.
- Mídia e silêncio seletivo: quando as conexões chegam perto de instituições “respeitáveis”, o interesse jornalístico evapora.
Porque o modelo descrito no livro ajuda a explicar escândalos financeiros blindados, a apatia institucional diante de crimes de colarinho branco e o uso recorrente de “moralismo” como cortina de fumaça para disputas de poder.
A montagem da estrutura
A autora remonta aos anos da Lei Seca para reconstruir a trajetória dessa rede.
Os arquitetos históricos
- Charles Lucky Luciano, o mafioso fundador do modelo,
- Meyer Lansky, engenheiro financeiro do crime,
- Frank Costello, operador político.
A fusão crime-inteligência
- William Donovan, que criou a OSS (embrião da CIA), definindo o pacto com mafiosos como método legítimo.
- Sidney Gottlieb, o laboratório mental do sistema de chantagens.
- George White, operador de campo, montando a Operation Midnight Climax, um subprograma secreto do projeto MK-Ultra da CIA, ativo principalmente nos anos 1950–60. Seu objetivo: testar técnicas de controle e extração de informação combinando drogas psicoativas, ambientes sexualizados e observação clandestina — tudo sem consentimento dos alvos.
O eixo financeiro-offshore
- Paul Halliwell, criando bancos, seguradoras e empresas de fachada para operações da CIA e do crime. Foi a base para a criação do Epstein financeiro, ao lado do empresário especializado em investimentos.
- Miami National Bank, canal de lavagem de dinheiro.
O lobby político permanente
- Ray Cohn, especialista em chantagem, dossiês, proteção seletiva. Modelo direto do método Epstein.
- J Edgar Hoover, chefe do FBI e apresentado como refém do sistema, chantageado.
Eixo Israel-inteligência-negócios
Robert Maxwell, elo entre a inteligência israelense, mídia e finanças. Pai de Ghislaine, a principal operadora de Epstein.
Mossad, parceiro estrutural, mas não o único. Uso de chantagem sexual como ferramenta geopolítica.
O caso Epstein
O livro não é sobre Epstein. Ele entra como estudo de caso de um sistema centenário.
LUIS NASSIF ” JORNAL GGN” ( BRASIL)