PARA ENTENDER A CAMPANHA CONTRA A PREVI

O inquérito contra a Previ foi endossado pelo Ministro Walton Alencar Rodrigues, decano do TCU e de atuação independente. 

Vamos a mais uma peça para entender o que se passa.

À luz de novas informações, é importante separar o papel do TCU (Tribunal de Contas da União) do papel da CNN. A campanha da CNN contra a Previ é, de fato, inusitada, e mostra intenções que vão além do jornalismo.

Já em relação ao TCU, é importante trazer à tona um personagem controvertido, Tiago Cedraz, que teria se tornado assessor de João Fukunaga, presidente da Previ.

Tiago é filho do Ministro do TCU, Aroldo Cedraz, e está envolvido em várias polêmicas. Na Lava Jato, a Polícia Federal cumpriu busca e apreensão em sua casa, quando apareceu em relação de Ricardo Pessoa, acusado de receber R$ 1 milhão de pagamento para que atuasse em processo sobre um contrato da UTV na usina nuclear Angra 3. Mas, dentro do estilo Lava Jato, não cuidou de levantar provas concretas que corroborassem a delação.

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Também apareceu na delação do lobista Jorge Luz, que afirmou ter pago US$ 20 mil para que Thiago intermediasse conversas entre a empresa norte-americana Sargeant Marine e a Petrobras.

Tiago foi assessor do TCU em determinado período, deixando o corpo técnico com um pé atrás. Seu escritório atuou em 182 ações no TCU, quando seu pai era presidente. Sempre que surge qualquer operação envolvendo o seu nome, já levanta suspeitas. Apesar de carreira curta, Tiago já é proprietário de uma mansão cinematográfica na Flórida

O inquérito contra a Previ foi endossado pelo Ministro Walton Alencar Rodrigues, decano do Tribunal e, segundo voz corrente, de atuação independente. 

Por isso, a ilação entre a campanha de CNN e a suposta intenção de colocar Bruno Dantas na Vale se deve basicamente ao fato de Dantas ser genro de João Camargo. Colocado no centro das intrigas, Dantas está fora do país, em um curso de especialização na Universidade de Nova York. Só retornará em maio. E não há indicação de que Walton agisse em seu interesse.

Na Previ, nega-se qualquer contrato da entidade – ou de seu presidente – com Tiago Cedraz. Nega-se também que o TCU tenha solicitado a agenda do presidente. Foram enviados mais de 2 mil documentos, mas nenhuma agenda. Admite-se, porém, contatos informais com Cedraz, representando empresas do setor de óleo e gás. Fala-se, muito, nas relações entre Cedraz e Eduardo Magro, o controvertido proprietário da refinaria de Manguinhos.

LUIS NASSIF ” JORNAL GGN” ( BRASIL)

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