
A história da gravação da conversas entre dois integrantes de milicia no Rio de Janeiro citando o presidente da República tem, agora, indício mais que suficiente para que o Ministério Público abra uma apuração sobre o fato., independente de não haver federalização do caso Mariele Franco.
Pois Jair Bolsonaro, com a própria boca, disse hoje, na saída do Palácio da Alvorada, que a Abin teria descoberto a tal gravação e – aí sem detalhes – que ela teria sido “armada”:
— Vocês sabem do caso do Witzel comigo. Vocês sabem do caso do Witzel. Foi amplamente divulgado, a inteligência levantou, já foi gravada a conversa de dois marginais citando meu nome, para dizer que eu sou miliciano. Armaram
Se, no caso do porteiro, apenas a veiculação de uma notícia pela mídia justificou que a PGR abrisse um inquérito com base na Lei de Segurança Nacional, muito mais agora, quando quem dá a informação é o próprio presidente da República e aponta claramente a origem da informação.
Não há razão para sigilo, uma vez que é a suposta vítima quem está tornando pública a história e foi um órgão público diretamente subordinado a ele quem produziu a informação.
O procurador geral da República, Augusto Aras, tem o dever de agir diante da notícia pública de um crime.
FERNANDO BRITO ” BLOG TIJOLAÇO” ( BRASIL)