COMO EDUARDO PODE SER EMBAIXADOR, SE NÃO CONSEGUE LIDAR COM O PSL ?

CHARGE DE GILMAR

Na história do Brasil, nunca houve grupo mais despreparado no comando do país. O presidente Jair Bolsonaro exerce o seu poder de forma imperial e familiar, com tentações autoritárias e bonapartistas. Há sobra de incompetência política.

A crise do PSL nesta semana, que culminou com a derrota do presidente e do filho Eduardo Bolsonaro, é apenas mais um capítulo da inaptidão para o poder, uma marca do governo.

Se não consegue vencer uma disputa interna para liderar a bancada do PSL na Câmara, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) enfrentará o Departamento de Estado em Washington? É óbvia a falta de preparo para ser embaixador do Brasil nos EUA.

Há uma máxima na política. Presidente da República não entra em briga para perder. Bolsonaro entrou e perdeu feio. Houve rumores sobre eventual desistência da indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador, depois negados pelo Palácio do Planalto.

Como Bolsonaro parece biruta de aeroporto, que se move de acordo com o rumos dos ventos, convém aguardar, apesar de ter havido um acordo com senadores para dar o presente ao filho. Fato: Eduardo Bolsonaro se enfraqueceu nesta semana.

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Farsa histórica

Agora general da reserva, o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas fez outra manifestação golpista, pressionando o STF na véspera do início de um julgamento que poderia beneficiar Lula. Ele afirmou ver risco e “convulsão social”.

Marx disse que a história se repete primeiro como tragédia e depois como farsa. No Brasil, o incrível cronista e escritor Luis Fernando Veríssimo disse que as farsas se repetem como história.

O golpe de 64 foi uma farsa. Nunca houve ameaça comunista. O outrora “general democrata” é uma farsa, fazendo ameaça a uma instituição democrática em rede social após encontro com Bolsonaro. Que papelão!

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Poder descontrolado

Ao assumir que escreve tuítes para o presidente, Carlos Bolsonaro exibe o poder político que tem. O presidente usa suas redes para governar e trata a coisa pública como assunto de família. É grave tanto poder na mão de um filho que não tem função pública no governo federal.

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Covardia institucional

Ao manipular a pauta desde a gestão de Cármen Lúcia, o STF alimentou o fantasma de Lula no julgamento que pode rever a possibilidade de prisão em segunda instância. Dias Toffoli manipulou a pauta do mesmo jeito. Agora, o presidente da corte faz discurso para dizer que não se trata de julgamento sobre pessoa, passando recibo sobre a pressão de setores da opinião pública que foram iludidos pela Lava Jato, como mostra a Vaza Jato.

Roberto Barroso deixou o Direito e passou a fazer política no STF. Falta com a verdade ou está mal assessorado ao dizer que revisão da possibilidade de prisão em segunda instância beneficiará criminosos do colarinho branco. Faz lobby pró-Lava Jato, apesar de a Vaza Jato tê-lo deixado mal na foto junto com Deltan Dallagnol e Sergio Moro.

Rubens Glezer, professor de direito constitucional e especialista da FGV-SP em Supremo Tribunal Federal, informou em entrevista ao “Estúdio CBN” na quinta-feira que os maiores beneficiados seriam presos pobres que poderiam ter ajuda das defensorias públicas.

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